sexta-feira, 4 de maio de 2012

Fronteira entre pessoal e profissional se rompe com avanço da TI

Estudo aponta que 61% dos brasileiros usam tempo de ócio para realizar atividades do trabalho. Tecnologia tem permitido essa quebra de paradigma.



Os benefícios e as oportunidades que as novas tecnologias possibilitam são inegáveis. Mas ao mesmo tempo esses avanços trazem consequências. Uma delas é a dificuldade de os trabalhadores conseguirem   separar a vida pessoal e a profissional. E, a cada dia, a linha tênue que dividia esses mundos está desaparecendo.
É o que mostra um estudo global realizado pela Randstad, consultoria especializada em carreira. A empresa ouviu mais de 14 mil profissionais de diversas parte do mundo para analisar o percentual de funcionários que trabalha além do expediente, a quantidade de executivos que executa atividades pessoais no horário de trabalho e verificar se as expectativas da empresa estão alinhadas com a disponibilidade e jornada de seus colaboradores.
Uma das conclusões do levantamento é que 39% dos profissionais relatam que a empresa para a qual atuam deseja disponibilidade absoluta para o trabalho. “Esse número varia nos países. Na China, por exemplo, é 64%. Na Índia, 61% esperam disponibilidade de 24 horas. Para os suecos o número cai para 23%”, aponta o relatório.

TI permite trabalhar de qualquer lugar

teletrabalho, método atraente para profissionais que não podem se deslocar ou querem minimizar o estresse para ir até o escritório, hoje é uma realidade plausível e difundida em empresas de todo o mundo. A tecnologia da informação possibilitou essa mudança, tornando possível ainda que empregados ampliem as horas de trabalho. 


Em razão dessas facilidades, 56% dos funcionários em todo o mundo reconhecem que trabalham durante o tempo de ócio, um número consideravelmente maior do que eles esperam que suas empresas - apesar de existirem muitas interpretações possíveis da diferença entre as expectativas e as horas previstas de trabalho realizadas nesse período. 
Esse percentual é maior no Brasil. Entre os entrevistados,  61% dos executivos que atuam no país disseram que realizam tarefas profissionais durante o tempo de lazer. O País está no topo do ranking, ao lado, por exemplo, da Espanha, com 64%; México, com 66% e Hong Kong (69%). Em primeiro lugar está a China, com 83%.
O levantamento aponta ainda que 65% dos profissionais em todo o mundo dizem que recebem e-mails ou chamadas fora do horário de trabalho, mais uma vez confirmando o papel fundamental das novas tecnologias nessa mudança de paradigma.


quinta-feira, 29 de março de 2012

Empresas usam mídias sociais para escolher novos funcionários

Estudo anual Eurocom Worldwide aponta que uma em cada 5 empresas rejeita candidato por perfil em redes sociais.

Uma em cada cinco empresas de tecnologia rejeita candidatos a vaga de emprego por causa do perfil em mídias sociais, de acordo com a pesquisaEurocom Worldwide.
O estudo anual havia informado anteriormente que 40% das companhias participantes checavam as redes sociais de quem tentava ingressar, mas essa é a primeira vez que foi confirmada a rejeição de candidatos por sua identidade online.
“O homem do século 21 está aprendendo que cada ação deixa um incrível rastro digital. Nos próximos anos, muitos de nós seremos desafiados pelo que tornamos público em vários fóruns sociais hoje”, disse Mads Christensen, diretor de redes na Eurocom Worldwide.“O fato de um em cada cinco candidatos ser desqualificado de uma entrevista de trabalho por conta de seus conteúdos sociais é um aviso às empresas e um verdadeiro indicativo da realidade digital em que vivemos agora”.


Computerworld do Reino Unido participou do evento e-Skills na semana passada em que estudantes graduados da universidade ITMB (Information Technology Management for Business) se reuniram para discutir habilidades e buscar empregos. A gerente de desenvolvimento profissional Kate Ross fez uma palestra no encontro e destacou alguns pontos importantes no gerenciamento do seu perfil na internet.

“É importante gerenciar a sua presença digital e se atentar a coisas como sua página no Facebook, porque vamos acessá-la quando você estiver buscando um emprego conosco”, disse Kate. “Valorizamos candidatos com forte presença no mundo digital e temos muitos recém-formados chegando às empresas com sites próprios e incríveis conteúdos compartilhados em seus perfis no Twitter. Somos encorajados internamente pela IBM a construir nossa própria eminência digital”.
Kate entregou aos participantes um manual de como lidar com a vida digital, intitulado “Managing Reputation in the Digital World: IBM Recommendations for Applicants and Prospective Employees”. 
Um trecho do livro diz: “Cada indivíduo é responsável por sua reputação online, e deve cuidadosa e ativamente gerenciar sua reputação no mundo digital, um lugar em que informações e imagens que você publica podem se tornar públicas e possivelmente irão se espalhar rapidamente, e que podem ser consideradas por potenciais empregadores”.
O manual adverte aos estudantes que pensem antes de publicar algo em uma rede social, que sempre sejam positivos e construtivos, para considerar uma luta de longo-prazo pelo profissionalismo.
Uma dica para usar o Facebook com mais liberdade é restringir as suas publicações de acordo com as suas listas de amigos. Veja como fazer isso no nosso tutorial

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sua empresa está preparada para Big Data? Conheça 5 passos

O volume de dados não para de crescer. Saber gerenciar essa avalanche e tirar proveito dela são estratégias diferenciadas de negócio. Veja cinco dicas. 


Big Data está sendo visto pelos analistas do mercado como uma vantagem estratégica para os negócios no futuro. Agora, é apenas uma questão de tempo para as companhias começarem a pensar em iniciativas para lidar com a grande quantidade de dados.


O fenômeno, apontam os consultores, é diferente de data warehousing. Isso porque, hoje, os dados são gerados com mais velocidade e de diferentes fontes, ao contrário daqueles do passado, a maior é de natureza não estruturada.

Blogs, redes sociais, sensores, máquinas e ferramentas estão gerando localização com base em um universo de dados não estruturados, que quando capturados, gerenciados e analisados rapidamente, podem ajudar as companhias a descobrir eventos e padrões que não seriam capaz de reconhecer antes.

"Coletamos dados há muito tempo, mas eles eram muito limitados e as organizações não sabiam como lidar com eles", afirma Paul Gustafson, diretor de programas de tecnologia de vanguarda da Computer Sciences Corp. Segundo ele, os dados eram coletados e modelados de acordo com a estratégia da empresa. Agora, o mantra é coletá-los e conectá-los.

Veja a seguir cinco importantes ações para que os gerentes de tecnologia da informação construam a base para o Big Data.

1. Faça um balanço dos dados
Quase todas as organizações têm a possibilidade de acesso a um fluxo equilibrado de dados não estruturados, sejam eles dirigidos às redes sociais ou gerados a partir de sensores que monitoram os andares de uma fábrica, por exemplo. Mas produzir uma enxurrada de informação não significa que é imperativo salvar e manusear cada byte gerado.

"Com a corrida inicial em torno de Big Data, as pessoas estão sentindo uma necessidade artificial de compreender todos os dados fora de blogs ou sensores", observa Neil Raden, analista do instituto de pesquisas Constallation Research. Parte dessa ansiedade vem de fabricantes e consultores que buscam promover a próxima onda da computação empresarial. "Existe essa tendência que vem de pessoas que estão comercializando a tecnologia", afirma Raden.

Os gerentes de TI mais antenados vão resistir a essa vontade e observar de que forma os dados podem ser úteis para a organização e ainda mapear quais não são. Um primeiro passo é fazer um inventário do dados criados internamente e determinar quais as fontes externas. Dessa forma, é possível preencher lacunas no conhecimento para adicionar valor aos negócios, afirma Raden.

Depois disso, o departamento de TI deve continuar com projetos focados, em vez de optar por aqueles que são muito ambiciosos. "Você tem de gastar alguns milhões de dólares para iniciar um projeto para ver se vale a pena", aconselha Raden.

2. Deixe que prevaleçam as necessidades dos negócios
Você já deve ter lido ou ouvido antes, mas o alinhamento da TI com os negócios é fundamental para uma iniciativa tão ampla e variada como Big Data, dizem os analistas. Muitas das oportunidades de Big Data começaram em áreas fora da TI: os departamentos de marketing são exemplo. Eles têm buscado no fenômeno uma forma de obter mais conhecimento sobre as necessidades dos clientes e identificar tendências de compras por meio das redes sociais.

Se por um lado os especialistas em disciplinas específicas dos negócios reconhecem as oportunidades para fazer dinheiro, é de responsabilidade da TI assumir o controle dos conceitos de "partilha de dados" e "data federation" que fazem parte da estratégia de Big Data.  

"Isso não é algo que o departamento de TI pode fazer sozinho", comenta Dave Patton, principal analista da Indústria de Gestão da Informação da PricewaterhouseCoopers. "Caso contrário, será difícil obter o sucesso da iniciativa se ela não estiver alinhada aos objetivos de negócios”, completa.

3. Reavalie a infraestrutura
De acordo com Beyer e outros especialistas, Big Data exige grandes mudanças na infraestrutura de servidores e armazenamento na maioria das empresas. Para os analistas do mercado, os gestores de TI precisam estar preparados para expandir seus sistemas para lidar com informações em expansão, sejam elas estruturadas ou não estruturadas.  

Essa visão requer considerar a melhor abordagem para os sistemas, tornando-os extensíveis e escaláveis. É necessário desenvolver um plano para integrar todos os sistemas que alimentam a análise de Big Data.

"Hoje, a maioria das empresas tem sistemas distintos e opera em silos”, diz Anjul Bharmbhri, vice-presidente para produtos Big Data da IBM. Ele acrescenta ainda que os CIOs realmente precisam ter uma estratégia para atender a diferentes sistemas e departamentos, pois é vital para obter as respostas corretas. 

4. Estruture os dados
O mundo do Big Data vem com uma longa lista de novas siglas e tecnologias que provavelmente nunca estiveram antes na mira dos CIOs.

Ferramentas de código aberto para lidar com Big Data estão recebendo mais atenção, como Hadoop, MapReduce e NoSQL e já começam a ser usadas por grandes companhias como Google e Facebook. Muitas dessas tecnologias ainda são imaturas e exigem habilidades específicas do pessoal de TI.

Outras plataformas importantes para o mundo do Big Data incluem analytics, analytics in memory e data warehouse. Os gerentes de TI e as equipes precisam entender a essas novas ferramentas para garantir que estarão aptos para tomar as melhores decisões sobre Big Data.

5. Prepare sua equipe
A maioria das empresas de TI conta com apenas o talento necessário para dar os passos seguinte com Big Data. Por isso, as capacidades analíticas são as mais cruciais e as que mais faltam às equipes de TI.

A consultoria McKinsey projeta que em 2018, somente nos Estados Unidos, o mercado vai demandar de 140 mil a 190 mil especialistas em métodos estatísticos e análise de dados. A busca por cientistas de dados estará em alta.

Os números da consultoria mostram a necessidade por gerentes que conhecem e têm formação em análise preditiva e estatística. Os líderes de TI têm de estabelecer algumas mudanças para vencer esse novo mundo.
Enquanto os melhores líderes de TI do passado foram, em parte e parcialmente, engenheiros de infraestrutura, os gerentes de TI do futuro serão uma combinação de cientistas de dados e engenheiros de processos de negócios, aponta o instituto de pesquisas Gartner.