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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os Fantasmas se divertem: No Serviço Público

Certamente uma das piores categorias do Serviço Público. Eles dão risadas nas nossas caras.


Funcionários Fantasmas no Serviço Público. Não meu amigo, não pense que são Instituições mal assombradas, Ou são? Bem, na verdade são, mas não literalmente por fantasmas, e sim por almas sebosas feitas de carne, osso e DESONESTIDADE. Esses espíritos imundos se aproveitam muitas vezes da aproximação política com os governantes (em âmbito nacional/estadual, mas aparentemente muito mais comum em cidades interioranas) para conseguir “benefícios” para sua pobre alma – e os governantes, mais imundos ainda, concedem. É algo tipo receber sem trabalhar, ter mais de um cargo comissionado trabalhando só em um, mas recebendo pelos dois, é claro. Muitos, não satisfeitos com os privilégios, conseguem as vantagens também para o cônjuge, o filho, o sobrinho, o vizinho da avó e por aí vai, não importa aqui o grau de parentesco, e sim a troca de favores.

Eu sinto verdadeiro desprezo por pessoas que se envolvem em esquemas como estes. São detestáveis, abomináveis, execráveis. Vamos contratar os Caça Fantasmas, chamar o padre Quevedo, ou um exorcista para expulsar esses encostos em nome de Jesus. Amém!

Olha, realmente não há comparação melhor viu, é um verdadeiro filme... de terror. Até quando esses fantasmas continuarão a assombrar o serviço público nesse País? Até quando meu Deus?

REPORTER NARRA CONVERSA COM UM SEGURANÇA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS:

Não faz muito tempo, um segurança da Câmara, disse-me: "Por que você não encara uma reportagem para mostrar isso aqui?"

Ele referia-se a enorme quantidade de funcionários-fantasmas da Casa.

E dava-me uma dica que não precisava porque já conhecia bem a história: "Fique aqui neste ponto de ônibus ao lado do Anexo III. Você vai ver a quantidade de gente que chega somente para assinar o ponto".

Ele tinha razão.

Trabalhei no Anexo IV da Câmara, um prédio de dez andares ao lado do edifício principal.

No andar onde exercia função de assessor de imprensa, víamos os fantasmas chegarem por volta das 19 horas para assinar o ponto.
É para ganhar hora extra!!!

Todos os que trabalham em cada andar do prédio sabe identificá-los porque eles não estão ali nos horários de expediente.


Na Câmara dos Deputados, por exemplo, a contratação desses fantasmas serve para engrossar os rendimentos dos parlamentares.


No ano passado, li reportagem numa revista semanal sobre um deputado que engavetou processo contra um colega no Conselho de Ética, como relator.


E este relator - a revista não apurou - foi personagem de matérias em dois jornais, justamente por contratar fantasmas em seu gabinete.


Como o caixa dois para despesas de campanha eleitoral alegado por Jaqueline Roriz, para justificar imagens, em que aparece ao lado do marido recebendo R$ 50 mil, os fantasmas estão integrados ao dia a dia do Congresso Nacional e da Câmara Legislativa.

Quem trabalha de verdade não denuncia para não sofrer retaliação.

No caso do deputado relator que engavetou processo contra um colega, ele tinha até uma dona de barraquinha de comida nas imediações do Congresso como servidora de seu gabinete.

Esse é o tipo de mal que precisa ser arrancado pela raiz. 

Até onde a vista alcança, nada será feito.

Pode-se se punir um aqui outro acolá, mas pelo jeito o risco vale a pena.

E daí!!?? Denuncie o Fantasma, que mora ao seu lado... que está ao seu lado... ele é um câncer, que mata... Eles estão em todos os lugares (Bares, Jornais, Empresas, Casa, etc.), menos no lugar, que deveriam estar. #ficadica.

Antonio Décio Ferreira Coelho é Analista de Sistemas, The Facebook Developer, Contabilista e Especialista em Gestão Pública. Email: adfcoelho@gmail.com

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Cleptocracia: Governado por Ladrões


              "Como as coisas andam, a política nada mais é que corrupção." Jonathan Swift

A corrupção política é o uso das competências legisladas por funcionários do governo para fins privados ilegítimos. Desvio de poder do governo para outros fins, como a repressão de opositores políticos e violência policial em geral, não é considerado corrupção política. Nem são atos ilegais por pessoas ou empresas não envolvidas diretamente com o governo. Um ato ilegal por um funcionário público constitui corrupção política somente se o ato está diretamente relacionado às suas funções oficiais.

As formas de corrupção variam, mas incluem:

O suborno, extorsão, fisiologismo, nepotismo, clientelismo, corrupção e peculato. Embora a corrupção possa facilitar negócios criminosos como o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e tráfico de seres humanos, ela não se restringe a essas atividades. 

As atividades que constituem corrupção ilegal diferem por País, ou Jurisdição. Por exemplo, certas práticas de financiamento político que são legais em um lugar podem ser ilegais em outro. Em alguns casos, funcionários do governo ter poderes amplos ou mal definidos, o que torna difícil distinguir entre as ações legais e as ilegais. Em todo o mundo, calcula-se que a corrupção envolva mais de 1 trilhão de dólares por ano. Um estado de corrupção política desenfreada é conhecido como uma cleptocracia, o que literalmente significa "governado por ladrões".

Diferencial competitivo

Diferencial competitivo é uma característica que permite que uma empresa obtenha lucro em sua atuação no mercado de algum bem ou serviço. Diferenciais competitivos clássicos considerados honestos em termos econômicos e legais são por exemplo, a obtenção de um custo médio de produção menor que o custo médio de produção das empresas concorrentes em função da escolha e adoção correta de técnicas de produção e/ou em função da empresa possuir uma maior escala de produção.

Diferenciais Competitivos Ilegais (ex: Contrato Guarda-Chuvas, comumente praticado nas esferas Federal, Estaduais e Municipais).

Diferenciais competitivos ilegais podem variar muito em sua extensão econômica. Uma empresa pode obter através de fraude, por exemplo, um monopólio sobre um setor industrial, de Tecnologia da Informação (ou de serviços) de um Estado concedido através de lei. Os monopólios legais são mecanismos pelos quais a atuação comercial ou industrial em determinado setor é restrita a apenas um empreendimento. Já os oligopólios legais são mecanismos em que a atuação comercial ou industrial em um determinado mercado é permitida a algumas empresas apenas. O lucro monopolístico, ou o lucro oligopolístico obtido por empresas legais pode atingir centenas de bilhões de dólares.


As pessoas que obtém poder político tendem a usá-lo em benefício próprio. Mesmo que as pessoas e as normas da sociedade não permitam, há uma tendência a surgir a corrupção. O poder político, mesmo não sendo absoluto, tende a corromper.

Em uma primeira acepção, o verbo "corromper" tem um sentido mais amplo que a prática pura e simples de corrupção política. Neste primeiro sentido, o verbo "corromper" significa a transformação - danosa para a sociedade - da personalidade da pessoa alçada à posição de exercer poder sobre os demais cidadãos (que antes desta transformação danosa eram considerados, pelas normas escritas e não escritas, seus iguais).

Inicialmente, "o poder tende a corromper" porque o poder político faz de seu detentor uma pessoa diferente das demais, cercando-a de símbolos, distinções, privilégios e imunidades que sinalizam sua hierarquia superior. Por exemplo, regras de cerimonial regulamentam qual deve ser o comportamento das pessoas inferiores na presença da autoridade (quais gestos de diferença, e respeito são devidos, por exemplo). Com o passar do tempo, ocorre uma transformação do indivíduo privado em uma autoridade pública que usa o poder em benefício privado. É dentro desta metamorfose que ocorre a corrupção do poder político.

Portanto, tire a autoridade, que está em você, com relação ao seu representante e empregado. Isso mesmo. O Governador, o Prefeito, os Deputados, os Vereadores, os Senadores, os servidores públicos em geral, são apenas, e tão somente nossos Empregados. Empregados, que foram contratados para nos representar com a máxima competência, nos proporcionando bens e serviços por excelência. Só isso.

“Os agentes de corrupção impedem o desenvolvimento econômico criando fortes distorções e deficiências no mercado.”

Antonio Décio Ferreira Coelho é Analista de Sistemas / Desenvolvedor Tecnologia Facebook, Contabilista CRC-MT 013485/O-0, Especialista em Gestão Pública. E-mail adfcoelhoheroku@hotmail.com