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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sistemas financeiros mais inteligentes


O dinheiro foi reduzido a zeros e uns. Hoje, apenas 11% do suprimento monetário dos EUA é de moeda forte.
O restante é informação. A substituição de dinheiro físico por dinheiro eletrônico ajudou a economia mundial a crescer; entretanto, os sistemas técnicos e de gerenciamento foram incapazes de alertar sobre concentrações de risco, overleveraging ou underpricing.
O elemento inteligência está cada vez mais sendo inserido nos sistemas financeiros e essas melhorias ajudam inúmeras instituições interconectadas. Será possível até transformar mercados globais por inteiro, como as operações de câmbio – o maior mercado individual do mundo.
Através de organizações como a Grameen Foundation e a Financial Information Network and Operations Ltd. (FINO), pessoas de baixa renda já podem superar adversidades, graças às possibilidades de microfinanciamento sem garantia.
Por tudo isso, os benefícios de um sistema financeiro mais inteligente são claros para o planeta, que poderá colocar seu bem-estar e sua prosperidade em uma organização financeira estável, segura e acessível a todos.
Vamos construir um planeta mais inteligente. Junte-se a nós e conheça o que outras pessoas pensam sobre o assunto em ibm.com/think/br.
Dinheiro mais inteligente para um planeta mais inteligente 

Dinheiro inteligente para um planeta mais inteligente Apenas 11% do dinheiro dos Estados Unidos é composto de moeda física, 

o restante é digital, informação intangível. 

Por isso precisamos de um sistema financeiro mais inteligente, 
que gerencie o fluxo monetário com transparência por todo o planeta.

A forma como o nosso planeta administra o seu dinheiro precisa se tornar muito mais inteligente — e agora isso pode ser feito.


O dinheiro dificilmente troca de mãos hoje em dia

Graças à tecnologia bancária, poucas transações hoje em dia são feitas usando dinheiro vivo. Na verdade, a moeda em si, representa somente 11% do total de dinheiro em circulação nos Estados Unidos. O resto do nosso “dinheiro” flui digitalmente de um cheque-salário para um banco e daí para uma loja de varejo e então para a cadeia de suprimentos dessa loja, para depois ser depositado na conta de uma outra empresa... e começar de novo toda a jornada.
Isso quer dizer que o nosso dinheiro foi transformado em zeros e uns. É intangível, invisível. É informação. O que é vital tanto para o problema que enfrentamos quanto para sua solução.
Para que tenhamos um dinheiro mais inteligente, temos que começar com uma tecnologia bancária mais inteligente. Por exemplo, aplicando capacidades de computação sem precedentes, tais como software de computação em stream, deep computing visualization e análise de dados avançada, é possível transformar esse oceano de números em insights e conhecimentos acionáveis. Hoje essa tecnologia já está em operação em outros setores, por meio de sensores amplamente distribuídos. Tecnologias com base em sensores já estão em uso para melhorar a performance de cadeias de suprimentos (US), a eficiência de redes de saúde (US), aadministração de cidades (US) e também o monitoramento de sistemas naturais como rios (US), por exemplo, capturando informações que podem levar a um processo de decisão mais apurado.
Esses trilhões de transistores têm também um grande potencial para o sistema financeiro global, viabilizando a produção de novas informações que podem promover o crescimento e reduzir riscos.
Hoje já podemos sentir o impacto causado pela inteligência ao presenciar o surgimento dos bancos inteligentes. Por exemplo, a Operational Riskdata eXchange Association, um consórcio formado por 52 importantes instituições financeiras, utiliza blinded data para aprimorar a sua modelagem estatística, para quantificar a sua exposição a riscos de forma mais precisa e para lidar com suas necessidades quanto a conformidade regulatória. E vemos também a inteligência transformando mercados globais inteiros. Pense, por exemplo, no mercado de câmbio de moeda estrangeira, individualmente o maior mercado que existe em todo o mundo. O risco da liquidação de operações ao longo de um dia, que envolve um volume de mais de 2 trilhões de dólares e responde por mais de 60% das transações de moeda, foi reduzido a zero.
Esse novo tipo de sistema de alta velocidade, alta segurança e alta transparência é uma amostra de como um sistema financeiro mais inteligente pode levar a um dinheiro mais inteligente.

Dinheiro como inteligência

A IBM está trabalhando para criar sistemas financeiros de última geração que atendam à necessidade que hoje existe de infraestruturas de TI atualizadas, capazes de se expandir para lidar com uma quantidade incalculável de fontes de dados, e de fornecer poder de computação em grande escala. Nossos clientes estão trabalhando ativamente para se tornar mais interconectados, mais instrumentados e mais inteligentes. E é para isso que estão procurando tirar partido, o quanto antes, de novos modelos que atendam às suas necessidades de negócio.
Como construir um banco mais inteligente 

Wendy Feller, do IBM Institute for Business Value, fala sobre como as organizações de serviços financeiros podem trazer estabilidade e resultados sustentáveis à economia real por meio de bancos mais inteligentes que combinem confiança, serviços e produtos inovadores com tecnologias verdes de computação que possam, além de tudo, contribuir para que tenhamos um planeta melhor.

Maior transparência e sustentabilidade: construindo uma nova ordem financeira

De que forma o setor de mercado financeiro irá ganhar dinheiro no futuro? A atual crise financeira expôs os problemas que surgem ao se criar e explorar “pockets of opacity” no sistema. Se o setor como um todo pretende produzir resultados sustentáveis, terá que aceitar a mudança. Para começar, terá que trabalhar com marcos regulatórios para construir um sistema financeiro que seja estável e que, ao mesmo tempo, seja receptivo a uma saudável inovação. E as empresas, individualmente, terão também que se especializar e aprender a cumprir as promessas de suas marcas.
Capacidade crescente


A Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC) alcançou um aumento de 77% em sua capacidade de processamento de transações depois que a IBM rearquitetou a sua infraestrutura central desta área. O projeto permitiu que a organização aumentasse a sua já excepcional capacidade de movimentações, passando a lidar com um volume três vezes maior que o maior volume registrado anteriormente.



Despindo-se em público: tirando partido do poder da Web 2.0 para recuperar a confiança nos bancos



Há cada vez mais clientes online. Este relatório do IBM Institute for Business Value explica por que os bancos terão que aprender a utilizar métodos como blogs e redes de relacionamento para atingir, de maneira econômica e eficiente, uma base de clientes cada vez mais fragmentada e dispersa.




Mais confiança, mais transparência e mais tecnologia: as perspectivas dos clientes de seguros em um contexto global

Este estudo recente do IBM Institute for Business Value mostra que os segurados, tanto nas Américas quanto na Europa, passam por uma fase de falta de confiança em suas seguradoras. Para atingir o cliente do futuro será necessário atuar com mais transparência, melhores serviços e maior flexibilidade.





segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Como o Facebook ganha dinheiro?


Conheça os meios lucrativos utilizados pelo site que, mesmo com publicidade e lojas, não perde o foco na interação social.


Você assistiu ao filme “A Rede Social”? Um dos pontos defendidos pelo criador do Facebook e protagonista do longa-metragem, Mark Zuckerberg, é de que a publicidade intensa  estragaria seu site. Por muito tempo, antes de a empresa adquirir um tamanho inimaginável na internet, a página conseguiu certa liberdade, mas isso não poderia continuar para sempre.
E apesar de ir contra a ideologia inicial de Zuckerberg, investir nessa área mostrou-se um ótimo negócio. A empresa eMarketer divulgou recentemente os assustadores ganhos da rede social com publicidade: US$ 2,19 bilhões só nos Estados Unidos, enquanto no mundo inteiro esse valor passa de US$ 4 bilhões. A expectativa futura da empresa é igualar esses valores, tudo sem parar de investir.

O começo das campanhas no Facebook foi essencialmente com anúncios de empresas e iniciativas de pequeno porte, mas agora elas representam apenas 60% desses espaços no site e tendem a perder ainda mais espaço para grandes marcas. Com o tempo, outras formas de lucrar foram surgindo, tão eficientes quanto a publicidade.
Mas como um sistema tão simples e pouco notável movimenta esse caminhão de dinheiro? É o que o Tecmundo explica a seguir.

Olha o que ele fez!

A maior especialidade do Facebook não é a propaganda de si mesmo, mas inserir anúncios de empresas interessadas em exibir sua marca na rede social, que já é líder de mercado em quase todos os países globo quando o assunto é site de relacionamentos. Apesar de parecer simples (e é!), esse sistema possui algumas divisões.

Crie você mesmo

Grande parte desses anúncios está na coluna localizada no canto direito da página, acima de itens como a lista de amigos. Você quase não presta atenção naquele pequeno quadrado em meio a tanta informação, mas ele está sempre lá.

É um local de visibilidade, combinado com a sutileza dos curtos anúncios e uma estratégia menos agressiva para chamar os usuários. Muitas vezes, a campanha ainda está acompanhada de uma página de fãs criada por um contato seu, tornando-a ainda menos chamativa.

Mas o que se destaca aqui é a forma de criação: um sistema fácil e padronizado, cheio de personalizações, mas com o cuidado para que ninguém saia com vantagem. É possível selecionar até a região e o público-alvo, para que a publicidade seja a mais direcionada possível.

A rede ainda se preocupa com o andamento da campanha: caso o usuário opte por fechar o anúncio, uma enquete é exibida para descobrir o motivo do clique.

O custo também não é definido: você pode ver valores recomendados pela empresa, tendo como base o valor pago por outras companhias similares de acordo com o número de cliques recebidos ou de impressão (aparecimento nas páginas do site). Esse sistema está disponível para quem está disposto a gastar até US$ 30 mil dólares por mês no Facebook.
Não há declarações oficiais, mas especula-se que a Zynga, responsável pelos jogos mais populares da rede social como FarmVille, CityVille e Mafia Wars, é a empresa que mais gasta com publicidade por lá.

Para peixes grandes

O Facebook também abre espaço para corporações de maior porte. Por renderem uma receita maior, esses anúncios recebem um tratamento especial: hospedagem na rede social e maior possibilidade de integração, como a adição do botão “Curtir” que direciona o usuário para a página de fãs da empresa, um link para assistir a um vídeo ou a chance de responder a uma enquete.


Outro destaque aqui é o Brand Lift, um sistema de recepção de campanhas. Desse modo, o anunciante fica sabendo de forma rápida e completa qual a repercussão do anúncio e que medidas podem ser tomadas para aumentar a receptividade – normalmente, a solução é anunciar mais no Facebook, claro.
Mas a barra lateral não é a única forma de parceria. A Microsoft, por exemplo, foi além: estabeleceu laços entre os usuários do Facebook e o sistema de buscas Bing. Quem está online na rede social recebe pesquisas alteradas, de acordo com resultados encontrados entre seus contatos e páginas de fãs. Além da integração, há pagamentos da empresa de informática cujos valores não foram divulgados.

Curtindo as compras

O Facebook não vive apenas de mostrar o trabalho dos outros. Algumas formas de comércio próprio também fazem sucesso na rede social de Zuckerberg.

Quase uma loja de departamentos

Estratégia antiga da empresa que já foi descontinuada, a loja de presentes era lucrativa, apesar da simplicidade. Por meio de pagamentos em pequenas quantias, era possível comprar acessórios, desenhos e objetos virtuais para presentear seus contatos.


Como toda grande empresa, sacrifícios foram feitos e a loja foi fechada para dar espaço a outros projetos. Ainda hoje, entretanto, outros aplicativos tomam vantagem da fórmula para obrigar o usuário a gastar cada vez mais com a rede social.

O caso mais famoso é o dos joguinhos: através dos chamados Créditos do Facebook (uma espécie de moeda virtual), é possível obter itens especiais e até modos de jogo que não estão disponíveis para todos os usuários.

Apesar das desenvolvedoras de aplicativos não pertencerem à empresa em si, o Facebook lucra com a utilização do seu sistema de moeda corrente e pagamentos via cartão de crédito.

Mais um na área

Além das redes sociais, os sites de compras coletivas também estão em moda. Esperto, o Facebook juntou ambos os serviços: desde abril, começou a ofertar descontos em compras, assim como empresas como PeixeUrbano e o Groupon.
Inicialmente, apenas algumas cidades nos Estados Unidos podem desfrutar dele, mas os usuários devem esperar evoluções em breve, caso o projeto seja bem-sucedido nos primeiros alvos.

É mesmo a alma do negócio

Não adianta fugir do clichê: afinal, de que outra forma essas páginas da internet poderiam arrecadar tanto dinheiro para sobreviver e ainda obter lucro, se não fosse pela publicidade? O caso é ainda mais especial nas redes sociais, que são ótimos outdoors virtuais, independentemente de sua função: microblog, relacionamentos, fotos e outros.
O Facebook está percorrendo um caminho brilhante: com anúncios simples e eficientes, consegue um alto valor, capaz de pagar seus gastos e ainda gerar lucros para a empresa sem incomodar o usuário. Sua ambição é agressiva, mas a publicidade é respeitosa.
Por ser uma empresa imprevisível, fica difícil chutar qual o próximo passo na área da propaganda. Talvez uma remuneração de acordo com as marcações de fotos com página de fãs, implantado recentemente? Só o tempo – e Mark Zuckerberg – são capazes de nos responder.