quarta-feira, 16 de novembro de 2011

BI salta para dispositivos móveis e acelera negócios


Business Intelligence coloca na palma da mão informações estratégicas que agilizam tomadas de decisão e potencializam competitividade.


A tecnologia Business Intelligence (BI), velha conhecida do ambiente corporativo, há muito está presente na criação de cenários e campanhas de marketing assertivos, por meio da mineração de dados que constroem informações-chave, capazes de fortalecer estratégias, impulsionar negócios e tornar a empresa mais competitiva. Um aditivo de resultados.

Imagine tudo isso na palma da mão, qualquer hora e lugar? Aconteceu. BI esgueirou-se por meio de dispositivos móveis como smartphones, tablets e coletores de dados e atingiu em cheio o coração de executivos e profissionais que precisam tomar rápidas decisões e agilizar processos em empresas dos mais diferentes setores da economia.

Depois de desfrutar dessa facilidade, é praticamente impossível imaginar-se sem ela. É o que afirma Alexandre de Castro Naves, diretor-executivo da Castro Naves, distribuidora de produtos de consumo corporativo [copinhos de plástico, materiais de informática, papelaria etc].

Há seis meses, a empresa implementou a solução de BI móvel da Shankya, que possibilita o recebimento em dispositivos móveis deinformações gerenciais e estratégicas. “A informação em tempo real é tudo. Sem ela, fica muito mais difícil: negociações, propostas, projetos, tudo.” São 58 profissionais de níveis, incluindo gestores, operadores de call center e motoristas, que recebem diariamente relatórios de BI em seus smartphones, tablets e coletores inteligentes de dados. Essas informações chegam por e-mail ou SMS. 

Com a inteligência de bolso, os profissionais revolucionaram processos, agilizaram as tomadas de decisão e ampliaram oportunidades de negócios, segundo Naves. “Acompanho pelo meu iPhone faturamento, dados financeiros, entre outras informações. Dessa forma, acelero ações e amplio minha produtividade”, diz o executivo que destaca que como recebe relatórios à noite,  antecipa medidas e as coloca em prática logo assim que chega ao escritório no dia seguinte.

De acordo com Carlos Eduardo Calegari, analista sênior de Software da consultoria IDC Brasil, a inteligência à mão, independentemente de hora ou lugar, vicia e contamina. “Ela se estende para toda a infraestrutura da empresa quando está integrada a sistemas de gestão empresarial (ERP) e Costumer Relationship Management (CRM)”, explica. Na verdade, prossegue, essas ferramentas passam a agregar capacidades analíticas, visto que compartilham uma base única de dados.

Essa vantagem foi percebida por Naves. “Observamos que a aplicação buscava os dados e os transformava em informação, que era entregue em variados destinos estratégicos. Por que não estendermos essa vantagem aos nossos clientes e fornecedores? Era o CRM analítico ganhando forma.”

A Castro Naves hoje alimenta com relatórios mais de 4,8 mil clientes e 75 fornecedores. “É uma ação altamente estratégica, porque nossos fornecedores, por exemplo, cruzam nossas informações com as deles e assim identificam oportunidades de negócios”, diz. “Passamos a ser acompanhados muito mais de perto, recebemos mais atenção, o que facilita negociações, descontos, entre outros benefícios.”

Outro grande ganho proporcionado pelo BI móvel na avaliação de Naves é que antes perdia-se muito tempo garimpando dados para gerar informação. Agora, essa vantagem é usada para criar soluções. “Impossível ficar sem.” 

Posicionamento estratégico

Mas BI sozinho não é nada, desafia Calegari. Ele será mais ou menos eficiente, dependendo do desempenho de profissionais nesse processo, garante. “A mesma informação gerada pelo BI passada a dois gestores pode implicar em resultados completamente diferentes. A forma como cada um irá trabalhá-la é que fará toda a diferença.”
Segundo o analista, o mesmo acontece com quem vende BI. Para ser bem-sucedido, terá de entender sobre o mercado de atuação do cliente, para que ele possa extrair o máximo da tecnologia. “Terá de maximizar o valor da solução”, ensina.

Na opinião de Flavio Bolieiro, vice-presidente da MicroStrategy para a América Latina, o setor de tecnologia da informação sempre viveu ondas: o boom da internet, a adoção de CRM, de Enterprise Resource Planning (ERP) etc. “BI sempre esteve entre as intenções de adoção, entretanto, nunca registrou explosão. Agora, a tecnologia ganha espaço e isso se deve ao grau de maturidade das empresas. O Brasil está bem posicionado no uso, mas pode melhorar”, pontua.

Bolieiro diz que as organizações estão enxergando o valor de analisar indicadores de performance, mas que há dois desafios em torno desse cenário. O primeiro deles está relacionado à definição dos conceitos BI e Business Analytics (BA). “Para nós, no fundo, tudo é BI. Mas para o mercado, os termos podem parecer confusos, já que muitas terminologias surgiram”, analisa. 

Ele explica que para a MicroStrategy BI é a plataforma que acessa os dados e ajuda usuários a navegar por eles e BA é a aplicação desenvolvida em cima do banco de dados, usando BI. “Um não é a evolução do outro”, acredita.
Para a IDC, diz Calegari, BI e BA têm o mesmo significado, portanto são avaliados sem segmentação e essa categorização é fruto de diferentes posicionamentos da indústria. “Alguns fornecedores não fazem distinção entre eles e outros sim.”

Bolieiro ressalta mais um fato relevante. Ele afirma ainda haver companhias que utilizam soluções de análise de forma departamental e não desfrutam, assim, de todos os benefícios que a tecnologia pode viabilizar. Uma visão integrada e holística, diz, é o recomendado. 

Concorda com ele José Caodaglio, diretor sênior de vendas de BI e EPM da Oracle do Brasil. “Das pequenas às grandes empresas, esse quadro é realidade. Há uma falsa ilusão de que ao gerenciar partes, é possível gerenciar o todo.”

O papel da Oracle, aponta, é ajudar as companhias a entender que a implementação de BI não é tão simples quanto parece. O executivo diz que a fornecedora equilibra essa equação com a filosofia de viabilizar integração entre BI e outras soluções, minimizando o esforço do usuário na realização da tarefa. 

Por outro lado, Kátia Vaskys, diretora de Business Analytics da IBM, identifica que há uma demanda por soluções de BI para conhecer melhor o cliente. “Entender o comportamento, perfil e tendência dele tem sido mandatório. Por volta de 2001, o CRM foi implementado nas companhias de forma operacional e agora o BI chega para mudar esse quadro”, aposta.

A executiva acredita que os setores financeiro, de telecomunicação e varejo saíram na frente na adoção de soluções de inteligência, mas outros estão se rendendo à era da análise preditiva.

Na área de logística, a MRS é um bom exemplo. A empresa, uma ferrovia que trabalha com transporte de carga no eixo Rio de Janeiro-Minas Gerais-São Paulo, já havia ingressado na mobilidade com o uso de BlackBerries desde 2006, e no ano passado adotou BI nos smartphones para aprimorar o gerenciamento de cargas e descargas do minério de ferro em terminais. Assim, a aplicação já chegou em um ambiente amadurecido, o que facilitou a adesão.

O desafio, segundo Márcio Claudio da Gloria Maciel, analista de negócios da MRS Logística, é não deixar que os terminais fiquem ociosos, ao mesmo tempo em que não podem apresentar gargalos. “E a aplicação reduziu sensivelmente o tempo das tomadas de decisão para a resolução de problemas.”

A solução de BI móvel, desenvolvida pela Navita no modelo customizado, está disponível para 150 usuários, de variados níveis de atuação, em especial os de coordenação e diretoria. “A informação chega nas mãos de responsáveis pelo acompanhamento da carga e descarga e até do presidente da empresa, que pode monitorar o status, mesmo no aeroporto, e tomar decisões”, relata José Nelson Figueiredo, especialista em Planejamento e Controle de TI da MRS.

Aumento da produtividade, mais agilidade nos processos, redução de gargalos e também da ociosidade nos terminais são alguns dos ganhos listados por Figueiredo. “A situação ideal é a malha não parar. E o que hoje contribui muito para isso é a aplicação, que possibilita que a informação seja unificada, circule rapidamente e acelere as tomadas de decisão.”

A comunicação se propaga via BlackBerries ao longo dos 1,6 mil quilômetros da ferrovia. Segundo ele, é possível reprogramar trens destinados a um determinado terminal para outro, evitando paradas ou gargalos. “Tudo isso de maneira ágil, porque contamos com rápidas tomadas de decisão”, diz o especialista.

A MRS trabalha com um indicador próprio chamado Trem Hora Parado [THP], bastante crítico para o negócio. “Nos empenhamos para ter o mínimo de THP, que tem reduzido bastante nos últimos anos e estimamos que com o BI móvel o resultado positivo seja ainda mais acentuado”, acredita Figueiredo. Ele acrescenta que a manutenção de locomotivas e vagões é outro ponto nevrálgico da operação e será o próximo foco do BI móvel para agilizar processos e decisões. “Pretendemos ainda aumentar o número de usuários de smartphones e também de aplicações. Se há um caminho que pretendemos crescer, é o de BI móvel”, garante.

A febre da mobilidade

Algumas tecnologias e conceitos estão impulsionando a adoção das plataformas de inteligência, como mobilidade, redes sociais e cloud computing. Para a SAP, mobilidade e processamento em memória estão puxando o desenvolvimento de soluções analíticas e a empresa está em linha com essa demanda. Além disso, o rápido acesso às informações de negócios possibilitou a integração com a tecnologia de BI da SAP com o ERP da companhia. 

“Mesmo que um usuário não tenha a nossa solução, prestamos consultoria para organizar a plataforma de informações transacional para que seja possível extrair dados de forma organizada”, observa Carlos Guimarães, diretor de Soluções Analíticas e Tecnologia da SAP.

Bolieiro, da MicroStrategy, acredita que mobilidade comandará a onda de crescimento da adoção de soluções preditivas nos próximos meses. “Há um tempo, Bill Gates, fundador da Microsoft, falava que o futuro da informática era colocar a informação nas pontas dos dedos e hoje já podemos fazer isso”, diz. 

Mas não somente a mobilidade aditivou a adoção de BI móvel. Kátia, da IBM, diz que as organizações estão acostumadas a lidar com a análise de dados estruturados, mas o surgimento de vídeos, informações de GPS e redes sociais, que compõem dados não estruturados, tornou-se um desafio. “Os projetos de BI nos anos 90 foram realizados olhando para dentro. Hoje, isso não funciona mais. Mídias sociais têm sido o motor de transformação da cultura analítica”, indica.

O assunto vem ganhando destaque na IBM e as apostas são altas. Em 2010, a fornecedora definiu quatro metas estratégicas para os próximos cinco anos que norteiam os investimentos e Business Analytics and Optimization (BAO) – como batizou a oferta de BI +hardware+consultoria+pesquisa – faz parte dessa lista. A empresa quer registrar faturamento anual de 16 bilhões de dólares com BAO até 2015.

A MicroStrategy, assinala Bolieiro, está evoluindo sua linha de produtos nessa direção. A companhia está 100% focada em soluções de BI, toda a sua receita mundial [que em 2010 contabilizou 454 milhões de dólares] é relacionada à oferta de plataformas analíticas. Além disso, conta com 3 mil funcionários em todo mundo, sendo 80 no Brasil, focados em buscar constantes melhorias e inovações nas plataformas de análise e um Centro de Desenvolvimento Offshore na Polônia com essa finalidade. Fruto desse esforço foi a ampliação do posicionamento na área ao disponibilizar no ano passado solução móvel. “Mobilidade chega para agregar valor e democratizar o BI”, avalia. 

Foi assim com a operadora de telecomunicações TIM. Desenvolvida pela MicroStrategy, a solução de BI móvel, para iPad, foi apresentada pela desenvolvedora para ampliar a qualidade de serviços prestados pela operadora [voz, dados, 2G, 3G, SMS, MMS, entre outros].  Os executivos da alta direção precisavam visualizar indicadores estratégicos no mapa do Brasil, de maneira dinâmica e a aplicação tornou possível, segundo o especialista da área de Services Quality Assurance da TIM, Cesar Mansur Souza.

A comunicação é visual e, portanto, imediata, diz Souza. Ao aparecer uma bola vermelha em algum ponto do mapa, indica que aquela região está com algum problema na rede. Ao passar o cursor sobre ela, é possível obter mais dados. No iPad, as informações aparecem integradas e são carregadas instantaneamente. Antes, entrar na ferramenta, executar relatórios, abrir planilhas e analisar um dado eram tarefas demoradas.

“Mas para isso tivemos de mexer em nosso banco de dados, tornando-o adequado para o uso da aplicação. Do contrário, consumiria alguns segundos para carregar a informação, o que depreciaria o resultado”, diz. “O objetivo é agilizar processos e proporcionar uma visão gerencial a qualquer momento de qualquer lugar”, afirma.

O projeto está bem no início, segundo Souza. Foi implementado em setembro deste ano e o retorno tem sido positivo, garante. “É possível visualizar desde o nível regional até o de site, que envolve as antenas. E podemos estratificar por cidades, bairros, ou seja, por área de cobertura”, relata.

Até o final do ano, com base na avaliação do desempenho da aplicação, a TIM pretende ampliar o número de licenças, que hoje totalizam oito, para rodar a solução em oito iPads. “A iniciativa era um sonho antigo dos executivos e que agora se tornou realidade, ampliando a qualidade dos nossos serviços, e garantindo a estabilidade da rede, que é um ponto altamente crítico no nosso mercado de atuação”, diz.

Decisões rápidas

O sucesso do BI móvel também aconteceu na SABB, empresa do grupo Coca-Cola, que atua no segmento de bebidas não-gaseificadas [responsável pelas marcas Del Valle, Matte Leão, Suco Mais e Burn]. No início deste ano, migrou para os BlackBerries, já inseridos há quatro anos na estratégia de comunicação da companhia, o BI móvel, desenvolvido pela Navita.

São 180 colaboradores em cargos de supervisão, gerência e diretoria que desfrutam da inteligência em seus dispositivos móveis. De acordo com Paolo Chiavone, gerente Corporativo de TI da SABB, o objetivo foi garantir o acesso contínuo, de qualquer lugar, a qualquer hora aos servidores, eliminando os riscos de falta de conexão à internet, à rede virtual da empresa e ao ERP. 

Hoje, a solução possibilita o monitoramento pró-ativo e em tempo real de cada um dos smartphones e agiliza a identificação e a resolução de problemas de conectividade de maneira transparente para o usuário. Chiavone relata que a gestão corporativa dos dispositivos reduziu em 70% a abertura de chamados ao service desk relacionados à mobilidade.

Agora, decisões são tomadas de maneira mais ágil, sem os gargalos operacionais que atrasavam procedimentos importantes como autorizações para concretização de vendas e o envio de cargas de bebidas para a rede de distribuição.

A companhia estuda a ampliação do número de smartphones, incluindo também a adoção de tablets para executivos de nível sênior. “Tudo que gera facilidade e eficiência vira hábito. Agora, o uso de BI móvel não tem mais volta”, garante Chiavone.

Mercado em movimento

As análises e previsões da IDC Brasil e do instituto de pesquisas Gartner são positivas para o mercado de BI no Brasil. Neste ano, o Gartner estima para o País movimentação de mais de 150 milhões de dólares e para 2013 a previsão é que totalize mais de 190 milhões de dólares. 

Em 2010, esse segmento cresceu em solo nacional acima de 30% em relação a 2009, contabilizando mais de 300 milhões de dólares, de acordo com a IDC. Com essa marca, o Brasil representa mais de 50% do mercado de BI na América Latina. 

Segundo a IDC Brasil, BI deve apresentar crescimento composto anual entre 18% e 20% até 2015 e a previsão para BI móvel é registrar incremento acima dessa marca.

Na SAP, do volume total de vendas de licenças no Brasil 40% vêm do BI. “O número mostra a necessidade de os clientes, não só da base instalada, pela adoção desse tipo de solução no âmbito corporativo. A companhia precisa ter uma visão única do dado e tomar decisões em todas as camadas dos negócios”, afirma Guimarães, da SAP.

A aposta da fornecedora para conquistar fatia expressiva desse mercado, aponta Guimarães, é investir em parcerias que possam agregar conteúdo ao BI, inserindo visões específicas de negócios para alguns setores da economia. “Entendemos que o caminho para facilitar projetos é esse, já que deverá realizar a integração entre os mundos transacional e analítico”, afirma.

“Quando a companhia se depara com um tsunami de dados, trabalhar de forma comprimida garante maior performance, velocidade e melhor custo benefício”, comenta Marcela Vairo, gerente de Software Information Management da IBM, sobre o valor que a compra da Netezza [por 1,7 bilhão de dólares]. 

As parcerias vão ao encontro dessa meta. No mês passado, a IBM estabeleceu aliança com a Totvs para comercialização de BA. “A solução une a experiência da Totvs na gestão de negócios com a tecnologia de soluções analíticas Cognos da IBM. É disponibilizada on premise ou na nuvem”, explica Rodrigo Caserta, vice-presidente de Atendimento e Relacionamento da Totvs.

“A IBM espera registrar expansão geográfica e oferecer solução de inteligência para companhias de pequeno e médio portes, nas quais a Totvs possuí ampla presença”, diz Kátia. A expectativa da Totvs é semelhante. “Queremos ser ‘multinacional brasileira’ e para sustentar esse desejo precisamos ampliar nossa atuação no mercado internacional e a IBM se posicionou como aliada nessa estratégia”, completa Caserta.

A Totvs possui hoje uma base de mais de 26 mil clientes e o potencial é enorme, aposta Caserta, sem, no entanto, revelar números. Inicialmente, a companhia vai atacar o mercado latino-americano, mas vai ampliar as fronteiras no próximo ano e navegar pelos mercados norte-americano, asiático e europeu. “A proliferação de dados, o cuidado com a qualidade das informações, a necessidade de estar à frente da concorrência, além das redes sociais estão impulsionando a atenção para o BA”, aposta.

A Navita ingressou no universo de BI móvel em 2010, mas já está colhendo os resultados da nova estratégia. “Cerca de 20% do nosso faturamento vem da oferta”, contabiliza Fábio Nunes, sócio e diretor de operações da companhia. De acordo com ele, no ano passado, a Navita tinha uma percepção de que a adoção partia de empresas mais inovadoras, mas hoje o quadro mudou. “É uma necessidade de um mercado cada vez mais dinâmico. Todos querem fazer parte dessa era para tomar ações mais rapidamente”, diz.

Quem também investe em parcerias é a Teradata. “Temos cerca de 450 parceiros de software, que se integram de maneira nativa à nossa base de dados”, diz Américo de Paula, diretor de consultoria de Indústria para a América Latina da Teradata. “Como não temos solução de exploração de dados, desde o princípio nos esmeramos em criar alianças para ter compatibilidade com o mercado e proporcionar o melhor dos mundos seja na carga de informações quanto na exploração”, completa.

Na Teradata, o foco, diz Américo, estão em duas linhas. O BI pervasivo, que visa levar inteligência de ponta a ponta, não só para executivos do alto escalão. “BI já não é somente ferramenta de apoio, deve estar na linha de frente também”, aposta. Mobilidade é outra área de atenção que o BI terá daqui para frente. “As tomadas de decisão precisam ser realizadas em tempo real.”

Outra forte aposta da companhia é a Big Data [gestão de grandes volumes de dados] que tem desafiado a indústria de software de Business Intelligence. A Teradata tem investido em aquisições para superá-lo, foram quatro em pouco mais de um ano. A mais recente foi a Aster Data, que auxilia na gestão de dados não estruturados.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Smarter Computing - Uma Nova Era de TI

Sistemas Computacionais mais Inteligentes

Bem-vindo a uma nova era informática

Estamos experimentando grandes mudanças à medida que nosso planeta se torna mais inteligente. Essas mudanças estão modificando o funcionamento do mundo. As cidades são cada vez mais inteligentes graças à transformação dos sistemas de tráfego, os sistemas de abastecimento de água e a segurança —todas as aplicações possíveis da infraestrutura municipal. Um planeta mais inteligente é também a transformação dos processos de negócio —banca, comércio, fabricação— de todos os setores. Por último, com um planeta mais inteligente os hábitos das pessoas mudam e se obtém vantagens que vão de um menor congestionamento do tráfego e poluição até novas formas de se comunicar e colaborar. Todos os aspectos da vida se beneficiam da instrumentação, interconexão e da implementação de inteligência nos sistemas do mundo.

Nada está mudando tanto como as tecnologias da informação: o modo em que se tem acesso a elas, como elas são aplicadas e como são desenhadas. No entanto, as chances para a inovação nunca foram tão grandes. As empresas de todos os setores podem aproveitar os avanços da tecnologia para criar novos modelos de negócio, novas formas de abastecer tecnologia baseada em serviços e desenvolver novas ideias de IT para impulsionar a inovação e melhorar consideravelmente os aspectos econômicos da IT. As recentes inovações tecnológicas mostram que estamos entrando em uma nova era de sistemas informáticos —Sistemas informáticos mais inteligentes — a era de Conhecimentos para o descobrimento. Esta nova era foi possível graças à integração de:

Grandes volumes de dados e integração da informação

Quantos aplicativos são utilizados em sua empresa? Quantos dados são gerados e utilizados por esses aplicativos? Se sua empresa é como a maioria, os volumes de dados não deixarão de crescer: segundo os cálculos, eles se multiplicarão até por 44 nos próximos dez anos. É possível que seus aplicativos utilizem dados em armazém, de forma ineficaz. Pode resultar complicado extrair conhecimentos destes dados no momento oportuno. As funções de dados federados lhe permitem integrar a infraestrutura de dados para automatizar as tarefas chave e proteger os dados mais valiosos.

Tire o máximo proveito dos dados e dos sistemas de armazenamento de dados

Os líderes mais inovadores em IT aproveitam as vantagens das soluções de dados federados para pôr em andamento o modelo de Smarter Computing. Estas soluções estão desenhadas para permitir-lhe controlar os dados e o conteúdo de diversas fontes, de modo que possa criar uma única versão a partir de todos os dados, sejam eles móveis, estáticos, consolidados ou federados.
A IBM oferece software, sistemas e uma experiência extraordinária, bem como soluções totalmente integradas; tudo isso lhe permite aproveitar ao máximo os dados e, ao mesmo tempo, manter os custos sob controle e cumprir com os objetivos chave de conformidade com a normativa do setor.

Sistemas otimizados

Sua empresa têm diversas cargas de trabalho, cada uma com seus requerimentos. Como é evidente, a intranet mantém diferentes requerimentos nos sistemas que aqueles que os aplicativos de desenho de produtos, correio eletrônico ou pedidos de clientes establecem. E você precisa garantir estes requerimentos exclusivos de forma eficaz. A consolidação e a integração favorecem esta eficácia com a virtualização como peça chave: o número de máquinas virtuais cresce a um ritmo de 40 por cento ou mais no ano. Ao mesmo tempo, você precisa tirar o máximo proveito das cargas de trabalho híbridas, virtualizadas e indispensáveis.

Para responder a esta série de desafios, você deve dispor de sistemas otimizados que utilizem diferentes arquiteturas para consolidar e otimizar as cargas de trabalho e, o que é mais importante, esta infraestrutura multientorno e multiarquitetura deve ser eficaz. Você precisa de sistemas integrados, automáticos e seguros: sistemas otimizados que permitam aproveitar todas as chances de inovar.

Escolha a estratégia adequada para cada carga de trabalho dos sistemas


A variada carteira de produtos de armazenamento e sistemas da IBM, junto com décadas de experiência na resolução de problemas de negócio reais, tornam a IBM a opção ideal no que diz respeito a sistemas otimizados. Graças aos sistemas mainframe, x86 e POWER; os sistemas de armazenamento em disco, fita e rede, e a diversa gama de soluções para aplicativos específicos, a IBM lhe oferece a combinação perfeita de sistemas otimizados para sua empresa.



Nuvem e prestação de serviços

No mercado de hoje em dia, nenhum negócio pode se permitir não ser eficaz. E isso inclui as IT. Os usuários esperam dispor dos recursos de IT necessários quando precisarem deles: rendimento dos aplicativos, largo de banda de rede e armazenamento de dados. No entanto, as empresas esperam que as IT contribuam com a inovação e até a impulsionem, mas os orçamentos de IT não mudam.
Como consequência disso, está se produzindo uma mudança marcada nas expectativas dos consumidores de IT: exigem uma alta qualidade dos serviços de IT e poder dispor exatamente daqueles que precisarem, com uma intervenção mínima ou nula de parte dos administradores de IT. As soluções de cloud computing contam com a capacidade de oferecer esta flexibilidade aos consumidores e, aos administradores de IT, a eficácia de que precisam. Como resultado, a adoção de sistemas baseados em nuvem cresce 30 por cento cada ano. Esta rápida aceitação soma uma nova exigência para os gestores de IT: a necessidade de integrar a nuvem na IT existente.

Garantir a eficácia e uma alta qualidade dos serviços para favorecer a inovação

Graças a suas décadas de experiência no uso das IT para tratar problemas vitais de negócio, a IBM sabe perfeitamente como criar soluções empresariais eficazes e de alto rendimento. A IBM conta com uma base de sistemas e software que proporciona a mais ampla gama de funções principais e de gestão de sistemas, além de uma extraordinária experiência, e lhe permite elaborar soluções que ofereçam uma alta qualidade de serviço e incrementem a capacidade de resposta em toda a empresa.

Você sabe o que o seu funcionário realmente pensa?

Tecnologias que mapeiam sentimento dos colaboradores ganham espaço no mercado e ajudam companhias a verificar se empregados estão satisfeitos.

Nos últimos anos, algumas companhias passaram a utilizar software de análise de texto para identificar frases positivas e negativas que aparecem nos meios de comunicação social e mensagens eletrônicas com o objetivo de descobrir o que os clientes pensam sobre seus produtos, serviços e políticas. Por exemplo, companhias da indústria de viagens podem acompanhar os comentários postados por usuários em sites de opiniões sobre o hotel ou até sobre o serviço de alimentação.


Menos conhecido, mas uma realidade crescente, são as organizações queusam tecnologias que mapeiam o sentimento para coletar informações sobre seus próprios funcionários. Fornecedores de software de texto analítico confirmam que os clientes já estão usando essas ferramentas para avaliar o que o colaborador pensa, embora ainda não falem abertamente sobre como aplicam as plataformas internamente.

Mas, afinal, por que as companhias estão-se aventurando nessa área, que à primeira vista pode parecer entrar em choque com a privacidade?

As razões são as mais distintas. Uma das mais básicas é lidar com litígios. Em um processo judicial, por exemplo, em que milhares ou mesmo milhões de e-mails devem ser varridos em busca de informações, o poder do software de análise pode ajudar a transformar uma tarefa difícil em menos onerosa. 

A solução também pode ser aplicada de forma mais ampla, como em intranets, estudos, portais e sistemas internos de avaliação de desempenho para obter imagem mais clara do sentimento do funcionário e o engajamento dele com os negócios, ou seja, o quanto ele está entusiasmado com o trabalho e o compromisso de promover os objetivos da organização.

"Qualquer forma de expressão textual pode ser analisada", diz Elizabeth Charnock, CEO da Cataphora, empresa de Menlo Park, Califórnia, fornecedora de software de análise.

Por exemplo, uma revisão de rotina de e-mails pode revelar que entre o pessoal envolvido em um projeto específico, o número de palavras e frases negativas tem aumentado significativamente ao longo de um período de três semanas. Esse quadro pode alertar os gestores para rever o status do projeto e consumir mais tempo se comunicando com o pessoal-chave para abordar as preocupações.

Medindo a satisfação dos funcionários

Se usado de forma criteriosa, esse tipo de análise pode fornecer uma ferramenta para avaliar a satisfação no trabalho de forma mais eficaz quando comparado a pesquisas internas ou outros métodos tradicionais. Na mineração de dados não estruturados, os líderes de RH e os gestores de equipes podem obter insights sobre o grau em que os funcionários estão envolvidos com a corporação. 

Ao ter em mãos uma imagem mais clara do sentimento do colaborador, as empresas podem identificar as áreas em que os funcionários estão insatisfeitos e desenhar estratégias para o envolvimento e, por sua vez, melhorar produtividade, retenção de funcionários e atendimento ao cliente.

A Clarabridge, provedor de software de análise de texto, aponta que se os empregados estão mais felizes, é provável que se envolvam de forma positiva com a gestão, colegas e clientes.

Fornecedores desse mercado dizem que uma vez que o software utilizado para analisar o sentimento do empregado estiver implementado, ele automaticamente reúne dados-chave e prepara relatórios, sem ocupar o tempo da equipe. 
Ao eliminar processos manuais e a dependência de pesquisas estruturadas, o software aumenta a eficiência, fornecendo informações úteis de forma rotineira e confiável. No processo, insights podem ser extraídos a partir de uma variedade de dados complexos em toda a empresa, incluindo vários locais e idiomas diferentes.

Jeff Catlin, CEO da Lexalytics, fornecedora de software de texto e análise de sentimento baseado em Amherst, Massachusetts, observa que, embora algumas empresas monitorem as comunicações do funcionário em sites externos, como Facebook, poucos fazem essa ação internamente. O objetivo final não é manter o controle sobre os indivíduos, mas, sim, avaliar as atitudes dos funcionários, e por sua vez, utilizar os dados na promoção de ações positivas.

O desafio nesse momento, apontam analistas do setor, parece ser determinar a melhor forma de utilizar essa tecnologia emergente.

"Muitas empresas estão interessadas em fazê-lo, mas ainda tentam encontrar o caminho adequado para seguir", diz Elizabeth. "Ou seja, ninguém se preocupa com um empregado tendo um dia ruim. Mas, sim, em um contexto mais amplo e profundo”, opina.  

A executiva diz que a análise desse tipo de informação é uma boa prática e não fere a individualidade do profissional.  "Se a maioria dos funcionários realmente desaprova alguma iniciativa, é vital para a empresa entender o motivo pelo qual isso aconteceu", diz.  

Uma distinção importante é o grau em que a informação é pública, em primeiro lugar, de acordo com Catlin. Ele ressalta que os tweets no Twitter são claramente externos e públicos, mas listas de e-mail interno e wikis não. Enquanto as informações postadas na web podem, potencialmente, ir para qualquer lugar, internamente são destinadas para um grupo restrito.

Robert Ellis Smith, editor da newsletter Privacy Journal em Providence, nos Estados Unidos, diz que é preciso considerar se a análise do sentimento do funcionário é recolhida de uma base agregada ou individual.

"As companhias devem tomar cuidado com a privacidade individual", aconselha ele. Análise agregada deve ser menos ameaçadora para todos os interessados, mas, mesmo assim, os empregadores devem entender suas práticas, observa. Ainda assim, os empregadores que adotam a tecnologia devem estar preparados para, pelo menos, “dar uma folga” para o funcionário.

"A companhia certamente vai ser vista como o Big Brother mesmo se o modelo for usado para agregar valor aos negócios", diz Catlin. 

Ele acrescenta que o direito das empresas de saber o que está acontecendo em suas redes deve ser equilibrado com o conhecimento de que todos reclamam, de uma forma ou de outra.

Os empregadores devem "agregar os dados de todos os usuários e descobrir a essência das queixas", diz Catlin. "Dessa forma, a empresa pode corrigir fraquezas reais, em vez de mirar o mensageiro”, finaliza.