sábado, 10 de dezembro de 2011

Como tirar melhor proveito das redes sociais nas empresas

No mundo das redes sociais corporativa, entender quem usa e como é a chave para ampliar a adoção e o sucesso das ferramentas.

A medida em que o Facebook e outras redes sociais ganham popularidade, as empresas começam a estudar formasde usar essa tendência favoravelmente dentro do ambiente corporativo. O resultado: uma enxurrada de companhias de software social para uso corporativo brigando por um lugar no portfólio de TI e dezenas de executivos de TI e de negócios, tentando mapear o cenário e desenhar planos de longo prazo.
Novo estudo da Forrester Research mostra, no entanto, que essa tendência ainda está muito incipiente. A chave para ampliar a adoção e o sucesso das novas ferramentas sociais, segundo o levantamento, está em entender quem as usa e como estão usando e que políticas as empresas precisam criar e colocar em prática para dar suporte a esse uso.
A seguir, você verá um cenário desenhado pelas principais descobertas da pesquisa da Forrester, chamado de “The Enterprise 2.0 User Profile: 2011”, junto com algumas recomendações de como a companhia pode tirar melhor proveito dessas ferramentas. O estudo foi realizado a partir das respostas de quase 5 mil profissionais de TI nos Estados Unidos.
Quem usa e por que usa
Dos 4.985 profissionais de tecnologia da informação ouvidos, 28% usam algum software
Há três tipos de pessoas usando software social com frequência na empresa atualmente: os early adopters; os mais atarefados e ocupados; e os funcionários mais jovens. Isso não é nenhuma surpresa, diz o analista da Forrester t T.J. Keitt, porque esses grupos são os candidatos óbvios a adotar a mídia social.
Os chamados early adopter são geralmente usuários de tecnologia assíduos, sempre abertos a ser os primeiros a testar novas soluções. Os mais ocupados na empresa sempre procuram encontrar formas de acelerar processos. E os mais jovens são os que naturalmente ajudam a levar ferramentas sociais para dentro da corporação.
Segundo o levantamento, 39% das pessoas que usam mídias sociais dizem que o fazem porque são fáceis de manusear e relevantes. “A principal razão para os trabalhadores em tecnologia da informação utilizarem ferramentas sociais é porque as barreiras para chegar até elas são poucas e a mídia social resolve os problemas de trabalho”, diz Keitt. A segunda razão mais importante é que “são jeitos eficientes de realizarperceptível no trabalho”, compelta.
A pesquisa identifica que mesmo os early adopters ainda não fazem uso amplo do recurso. Mais da metade dos ouvidos (55%) disse utilizar no máximo uma ferramenta de social media, o que é interessante, argumenta Keitt, porque muitas empresas desse mercado oferecem plataformas sociais que consistem de uma série de aplicativos sociais.
Isso quer dizer que redes sociais públicas – especificamente o LinkedIn e o Facebook— são ainda as ferramentas corporativas padrão que os funcionários recorrem durante o trabalho. “Isso sugere que muitos profissionais descobrem o valor do social para os negócios não por trás de um firewall corporativo, mas por conta de poderem interagir com colegas e clientes na esfera social pública”, escreve Keitt.
Como um CIO deve desenhar sua estratégia social
Profissionais que lidam com conteúdo e colaboração enfrentam alguns desafios na hora de criar um mapa de adoção de software social: parcela pequena da força de trabalho adotou essas ferramentas e mesmo dentro desse grupo há limite para o uso da tecnologia. Diante disso, a Forrester sugere cinco ações iniciais nas quais vale a pena concentrar os esforços nessa primeira fase.
1- Avaliar políticas corporativas
A pesquisa é clara nesse sentido: mesmo que muitas empresas ainda imponham restrições aos empregados para acesso a redes sociais públicas, como o Facebook e o Twitter, isso não necessariamente tem impedido o acesso por meio de equipamentos pessoais e smartphones. Se você não pode impedi-los, junte-se a eles, diz o ditado.
Nessa linha, a Forrester recomenda gerar políticas internas que estimulem o uso responsável das tecnologias sociais no trabalho. Isso deve incluir mudar regras que descrevem o que é um comportavmento aceitável ou não e criar incentivos para que as pessoas ajam de acordo.

2 - Encorajar e engajar os early adopters
Para a Forrester, será muito difícil replicar os efeitos da rede de milhões de usuários engajados em ferramentas sociais públicas. Mas você pode convocar os usuários mais antigos e experientes de redes sociais para ajudar a criar páginas de perfil social corporativo, assim como eles foram capazes de criar suas páginas pessoais no LinkedIn ou no Facebook, para facilitar a criação de uma cultura de uso dessas ferramentas.
3 - Junte-se aos seus funcionários socialmente ativos
Comece identificando os profissionais mais ativos em redes sociais internas e externas. Faça entrevistas com eles para entender como e por que usam as redes sociais.
Segundo a Forrester, o conhecimento coletivo identificado nessas conversas vai prover elementos para criar a fundação do plano de negócios para o uso eficiente de redes sociais na empresa.
4 - Convoque os gestores
Para tornar o software social valioso para a maioria dos empregados, a Forrester sugere que a gestão se envolva diretamente, investindo tempo e recursos para criar e alavancar a estratégia. Isso pode representar a convocação do diretor de Marketing ou do CEO para ajudar a escolher a plataforma, agir como elemento de ligação na divulgação das expectativas e também ser usuário ativo da tecnologia para dar o exemplo.
5 - Com os fornecedores, mais, algumas vezes, é menos
Segundo a Forrester, pode ser muito bom prover um portfólio vasto de ferramentas sociais para dar mais flexibilidade aos funcionários, contudo é mais importante escolher aquela que mais atende aos interesses coletivos e focar nela. Quando for avaliar fornecedores, certifique-se de que a pergunta será sobre como o que eles oferecem atende aos seus interesses, em vez de ficar fascinado pela quantidade das ofertas.






Leia mais http://computerworld.uol.com.br/gestao/2011/12/05/como-tirar-melhor-proveito-das-redes-sociais-nas-empresas/

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Será que conseguiremos viver para sempre?


Pesquisadores querem fazer o download do seu cérebro para dentro de um computador e até modificar os conteúdos da memória.

Ray Kurzweil e outros pesquisadores prometem que, nas próximas décadas, nós seremos capazes de efetuar uma cópia digital dos trilhões de conexões que existem entre nossas células nervosas para um computador. Basicamente, nós nos reencarnaríamos dentro de uma máquina não biológica e, quem sabe, poderíamos assim viver para sempre.

Este estudo pode ser encontrado no livro Connectome (à venda na Amazon). Nele, o autor cobre de forma entusiasta o estudo de toda a arquitetura cerebral e como isso pode moldar quem somos, ou ainda definir o que exatamente há de errado em pessoas com Alzheimer ou autismo.
Claro que ainda há muito que ser desenvolvido nessa área e existem diversos contratempos que impedem que o processo cerebral seja simulado por meio de uma máquina. Um exemplo de tentativa para superar os problemas é o The Human Brain Project (clique para conhecê-lo) na Europa. Esse grupo está, há uma década, tentando recriar um cérebro de forma não biológica em laboratório.

Não encontramos o livro em uma versão traduzida, mas, se você dominar o inglês, a leitura elucidará muitas curiosidades sobre o transhumanismo e assuntos pouco explorados atualmente.







Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/16292-sera-que-conseguiremos-viver-para-sempre-.htm#ixzz1fsxzkeYp

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Bomba: operadoras de celular monitoram todos os seus passos

Julian Assange, do WikiLeaks, garante que usuários do Gmail e smartphones estão ferrados no que diz respeito à privacidade.

Conforme surgem novas informações relacionadas ao aplicativo Carrier IQ, mais a situação se complica para o lado das fabricantes e das operadoras telefônicas norte-americanas. Após as acusações de que o software estava presente em smartphones Nokia e Apple, nomes como a Samsung e a HTC também são afetados pelo escândalo.
Segundo uma reportagem do site The Verge, as duas companhias assumiram que o programa estava presente em alguns de seus aparelhos, culpando as operadoras pela sua inclusão. A HTC informou que vai remover o recurso de todos os seus dispositivos, além de oferecer meios para que os consumidores realizem o processo de forma manual. Já a Samsung limitou-se a afirmar que não recebe nenhuma das informações coletadas pelo programa.

Tentativas de se distanciar do problema

A Apple também procurou limpar sua imagem ao afirmar que o Carrier IQ teve suas funcionalidades removidas de todos os dispositivos que contam com o iOS 5. Porém, a empresa não deixou claro quais de seus produtos acompanharam ou ainda acompanham a ferramenta de espionagem.
A Google declarou que não tem nenhuma ligação direta com a ferramenta, afirmando que todos os dispositivos com a marca Nexus estão livres de sua ação. A empresa esclareceu que, como o Android se trata de uma plataforma aberta, não tem como controlar ou se responsabilizar por todos os aplicativos desenvolvidos para o sistema.
Embora nenhum dos aparelhos fabricados pela HP, Research In Motion ou Microsoft tenham sido vítimas de acusações, ambas as empresas declararam que seus sistemas operacionais proprietários estão livres da influência do software.

Aplicativo polêmico

Em um pronunciamento à imprensa divulgado pelo site The Guardian, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, não mediu palavras ao falar sobre o escândalo. Segundo ele, “a realidade é que companhias de inteligência estão vendendo, agora mesmo, para países ao redor do mundo, quantidades massivas de sistemas de vigilância”. Assange complementa afirmando que qualquer dono de smartphone ou usuário do Gmail “está ferrado” no que diz respeito à sua privacidade.
Em uma declaração ao site AllThingsD, os responsáveis pelo Carrier IQ declaram que o aplicativo em nenhum momento atua como um keylogger. Eles afirmam que o software simplesmente analisa as teclas digitadas em busca de combinações muito específicas, como aquelas correspondentes a determinados problemas técnicos, em nenhum momento armazenando mensagens pessoais ou textos dos consumidores.
A empresa afirmou que o produto só armazena e envia para as operadoras dados referentes à qualidade das ligações, quantidade de bateria e problemas de desempenho dos aparelhos. O vice-presidente de marketing da empresa, Andrew Coward, afirmou que tais informações são importantes para que as operadoras saibam de eventuais problemas na rede, podendo assim melhorar a qualidade geral de seus serviços.

Reação das autoridades

A polêmica provocada pelo Carrier IQ provocou reações no senado norte-americano. Al Franken, presidente do subcomitê de Privacidade, Tecnologia e Lei deu prazo até 14 de dezembro para que companhias como a Sprint, HTC, Samsung e AT&T esclareçam o que faziam com as informações coletadas de seus consumidores.
Embora a investigação inicialmente fosse se concentrar somente na responsável pelo software, a empresa enviou ao senador uma mensagem em que afirmava que cada uma das fabricantes realizava modificações próprias no software antes de instalá-lo.

Descubra se você é uma vítima

Quem deseja saber se o Carrier IQ está presente em seu aparelho não precisa quebrar a proteção do dispositivo nem ser um especialista em informática para isso. Quem possui um smartphone Android precisa simplesmente realizar o download do aplicativo Voodoo Carrier IQ detector, capaz de identificar a presença do programa espião. Já quem usa outros sistemas operacionais portáteis ainda terá que esperar pelo surgimento de ferramentas específicas para seus dispositivos.