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sábado, 12 de novembro de 2011

Tablets 'made in' Brasil

Chegam ao mercado as primeiras linhas produzidas no País. Incentivos poderão reduzir preços em mais de 30%.

O Brasil quer se tornar um grande centroprodutor de tablets, com capacidade para abastecer o mercado doméstico e exportar para a América Latina. Esse é o plano do governo federal com a criação de lei que estimula essa indústria e já atraiu mais de 25 companhias, entre nacionais e internacionais, interessadas na fabricação local. Seis delas já estão produzindo com incentivos fiscais e prometem aparelhos mais acessíveis aos brasileiros. 



As que deram o pontapé inicial são: AIOX, Motorola, MXT, Positivo, Samsung e Semp Toshiba. As demais estão na fila de espera, aguardando sinal verde do governo federal para enquadrar seus produtos à nova regulamentação, ou concluindo planos de investimentos para industrialização no Brasil.



As que saíram na frente foram as primeiras a atender aos requisitos da Medida Provisória (MP) 534, criada pela equipe da presidente Dilma Rousseff estabelecendo o Processo Produtivo Básico (PPB) para fabricação local de Tablet PC. A proposta aprovada pelo Congresso Nacional inclui os dispositivos na chamada “Lei do Bem”, que isentou as alíquotas do PIS/Cofins, que incidem sobre a receita bruta da venda no varejo desses produtos. 

A expectativa do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Aloizio Mercadante, é que a nova lei popularize o uso de tablets no Brasil da mesma forma que aconteceu com os PCs, quando a indústria se beneficiou da isenção de impostos. Pelos seus cálculos, a medida que acaba de ser aprovada reduz em mais de 30% o preço final desses produtos. 

Essa estimativa leva em consideração a desoneração não apenas do PIS/Cofins, mas também de outros impostos taxados [como IPI e ICMS] pelos municípios e estados. “Com os incentivos, vamos estimular a concorrência e ter mais ofertas para os consumidores a preços competitivos”, promete Mercadante.   

Em contrapartida, a nova regulamentação determina que os tablets produzidos no Brasil sem impostos contenham 25% de componentes nacionais no primeiro ano. Após três anos, essa exigência sobe para 80%. A medida tem o objetivo de obrigar as empresas, principalmente as multinacionais, a investirem aqui em centros de pesquisas e inovação. 

O plano do governo é tornar o Brasil um centro de desenvolvimento desses dispositivos, criando um ecossistema com atores de toda a cadeia produtiva. Entretanto, o País tem o grande desafio de estabelecer duas fábricas essenciais para esse processo que são a de chip e a de telas de LCD para equipar os dispositivos móveis.  

“É importante que o governo tenha visão e lucidez para trabalhar junto com essas empresas que estão interessadas em fabricação local. Elas têm de instalar laboratórios aqui para evitar que o Brasil não se torne apenas um montador de tablets”, adverte a presidente da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucape) de Manaus, Isa Assef. Em sua opinião, um modelo ideal para isso seria envolver os institutos brasileiros de pesquisas nessa operação para cooperação e transferência de conhecimento.

Espera pelo iPad
Antes da aprovação da MP pelo Congresso Nacional, apreciada pelo Senado em setembro, 26 indústrias entraram com pedido para enquadramento ao PPB dos tablets junto aos ministérios da Fazenda; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI). Entre essas, oito foram habilitadas a iniciar a produção dos equipamentos com incentivos, sendo que seis (AIOX, Motorola, MXT, Positivo, Samsung e Semp Toshiba) já começaram a fabricação. 

A coreana LG e a espanhola Envision já obtiveram o PPB para produção de tablets, mas não estabeleceram ainda plantas para a fabricação dos produtos. Ambas informaram que a manufatura dos dispositivos no Brasil está prevista para o ano que vem. No caso da Envision, a montagem será em parceria com a brasileira AOC, com planta industrial, instalada na cidade de Jundiaí (SP), a mesma região onde está estabelecida a Foxconn, a fabricante da Apple na China.  
iPad da Apple com selo nacional, tão aguardado pelos brasileiros, ainda está na fila de espera. A fabricante chinesa Foxconn, responsável pela produção da marca, não definiu ainda seu plano de produção local. Mercadante espera que os dispositivos da companhia consigam chegar ao varejo até dezembro, antes do Natal.

Analistas do mercado demonstram menos otimismo com esse cronograma em razão das várias mudanças das datas prometidas para início de fabricação pela montadora chinesa. Quando a Foxconn anunciou o interesse em produzir iPad no Brasil, em abril deste ano, foi sinalizado que a operação começaria em julho na cidade de Jundiaí (SP), onde a empresa está sediada. 

Na época, representantes do governo e da Foxconn apresentaram um ambicioso plano de investimentos no País, envolvendo aporte de 12 bilhões de dólares em uma fábrica para produção de dispositivos da Apple e geração de 100 mil empregos no prazo de cinco anos.

Mercadante justifica que o atraso em fechar um acordo com a fabricante chinesa é pela dificuldade em encontrar um sócio brasileiro disposto a entrar no negócio. Ele disse que o governo está buscando apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  

Corrida pelo mercado
Enquanto o iPad brasileiro não chega, fabricantes de tablets que abraçaram o sistema operacional Android do Google, correm para fixar a marca no mercado nacional, considerado bastante promissor para venda desse tipo de produto. Projeções da IDC estimam que serão comercializados 300 mil unidades dessa categoria de portáteis no País em 2011, três vezes mais que os 100 mil equipamentos vendidos em 2010. Entretanto, o boom desse setor está sendo esperado para 2012, quando as novas fábricas estarão a todo vapor e com produção em grande escala.

“Os tablets tornaram-se objetos de desejo e deverão ser um dos produtos mais vendidos no Natal deste ano”, aposta o presidente da Positivo, Hélio Rotenberg, que enxerga como grandes compradores o mercado corporativo, setor de educação e consumidor final. A empresa acaba de entrar na disputa por esses clientes com o lançamento da linha “Ypy”, que em tupi-guarani, quer dizer “o primeiro”.

O produto da Positivo foi projetado para competir com o iPad da Apple. Segundo Rotenberg, os tablets da marca exigiram dois anos de pesquisas e chegam ao mercado com novidades. Os aparelhos rodam o sistema operacional Android, totalmente localizado para os consumidores locais, têm telas de sete ou dez polegadas e vêm nas versões Wi-Fi e 3G. O modelo mais simples, com tela de sete polegadas e Wi-Fi, estará disponível para venda no varejo por 999 reais. 

“Nosso tablet foi desenvolvido por brasileiros para brasileiros e não perde em nada para o líder desse mercado”, garante Rotenberg. Ele menciona inovações em hardware, sistema operacional e ecossistema de aplicativos. O produto será fabricado nas plantas da empresa de Curitiba e Manaus para se beneficiar dos incentivos oferecidos pelas duas cidades.

Outra brasileira que está pronta para brigar nessa arena é a fabricante de computadores AOIX do Brasil, que opera com planta industrial na cidade de Caçador (SC). A empresa fabrica dois modelos da linha BRAOX de sete e dez polegadas com incentivo fiscal. O mais simples, sem acesso 3G, custa 799 reais. A expectativa da companhia é produzir mensalmente 100 mil unidades, somando as duas versões. Em 2012, a empresa espera, sozinha, comercializar 1 milhão desses equipamentos.

O diretor comercial da AOIX, Jacson Oliveira, acredita que os tablets vão desbancar os notebooks e também os celulares. Os principais comparadores segundo ele são os mercados corporativo e educacional, além de adolescentes. “Somente o Ministério de Educação (MEC) deverá lançar em outubro deste ano um edital para compra de 600 mil dispositivos dessa categoria.”

A AIOX vai participar da licitação e também aposta no público jovem, com a produção de tablets coloridos.
Na MXT, com planta industrial em Betin (MG), onde são produzidos os tablets da marca com o PPB, o plano é atacar o mercado corporativo, com fornecimento de dispositivos para o setor industrial e serviços públicos como para carros de polícia e ambulâncias. Tanto, que a companhia ganhou uma licitação para a venda de 11 mil unidades para a Polícia Militar de São Paulo, sendo que 7 mil já estão em uso.  

A empresa também conta com dois modelos, sendo que o mais básico sai por 850 reais. “Nossa linha destaca-se por permitir acesso à Ethernet, ou seja, vem com cabo que possibilita o uso de equipamento em rede fixa, que é um diferencial”, informa Fernando Greco, gerente de Expansão da área Comercial.

Para explorar esse mercado, a MXT investiu 25 milhões de reais em uma planta industrial com capacidade para produzir 5 mil tablets por mês. “Nossos planos são de produzir oito modelos até o final de 2011”, conta Greco, informando que diferente de outras empresas, seu maior concorrente não é a Apple, mas sim as companhias que fabricam dispositivos para indústria e serviços públicos.


    Telecomunicações mais Inteligentes

    A demanda por meios de comunicação mais inteligentes está disparando. Temos condições de acompanhar?

    Tudo começou com um telefone instalado em seu carro ou em sua maleta: comunicações “itinerantes” que libertavam você da necessidade de sair procurando por uma cabine telefônica para, da rua, falar com alguém.
    Agora, as telecomunicações se transformaram em vídeos em seu telefone, bancos ao seu alcance a qualquer hora, um escritório onde quer que você esteja. Comunicação não quer dizer apenas pessoas falando com pessoas. São as coisas falando entre si.

    Em um planeta mais inteligente, quase tudo pode se tornar digitalmente consciente, instrumentado e interconectado. Já dispomos de conexões, processadores, análise de dados e competências suficientemente poderosas para fazer com que trilhões de dispositivos conversem uns com os outros, melhorando assim a maneira como o mundo trabalha. Casas inteligentes podem ser programadas a distância. Automóveis inteligentes falam com a base em casa. Telefones inteligentes podem praticamente substituir a sua carteira. Rodovias inteligentes podem regular os fluxos de veículos.

    Um sinal de ocupado não é uma opção
     
    Mas esse dilúvio de dados partindo de trilhões de objetos inteligentes está criando uma demanda insaciável por banda larga. A infraestrutura tem que crescer para não ficar atrás, o que muitas vezes exige um grande esforço, se você considerar que:
    • Metade do mundo ainda carece de sólidos serviços de comunicação.
    • Menos de 20% de todos os usuários conectados têm acesso a serviços de comunicação de terceira geração (3G), móveis e de alta velocidade, com conectividade constante, generalizada e segura.
    O crescimento da banda larga representa um maior potencial para o roubo on line de identidade e de propriedade intelectual, e ainda para ataques mal-intencionados como spams, por exemplo, que respondem por cerca de 80% de todos os e-mails transmitidos, segundo algumas fontes.
    Utilizar todo o potencial que existe para telecomunicações mais inteligentes vai exigir a inserção de novas tecnologias e novos modelos em nossos sistemas, para facilitar a transmissão e interpretação de dados por diferentes dispositivos, garantir conexões mais seguras e proteger identidades.

    Mais do que apenas uma conversa

    Um pescador na Índia pode usar um telefone celular, ao se aproximar de seu entreposto, para checar as cotações em diferentes mercados e conseguir um melhor preço melhor para o seu peixe, aumentando assim em cerca de 50% a sua renda.
    Um hospital infantil na Austrália reduz o stress e a confusão na sala de emergência substituindo o sistema de busca via alto-falante por uma rede wireless interna, com viva-voz.
    E dois universitários, em diferentes cidades, podem usar os seus celulares para entrar no Facebook e organizar uma reunião com um grupo de amigos no próximo feriado.
    A criação de sistemas de comunicação mais inteligentes, para atender a aplicações cada vez mais exigentes, exige tecnologia de comunicações de ponta, competência empresarial e setorial avançada e pesquisa e desenvolvimento inovadores. A IBM juntou forças com inúmeros clientes de telecomunicações para tornar o setor mais inteligente: 

    A Bharti Airtel pediu ajuda à IBM para criar uma infraestrutura altamente flexível, o que resultou na conquista a cada mês do impressionante número de 1,5 milhão de novos clientes.




     


    A empresa norueguesa Telenor (US) juntou-se à IBM para desenvolver uma nova linha de receita, oferecendo recursos de RFID (Identificação por Alta Frequência) para pequenas e médias empresas.


     



    A T-com Croácia (US) redesenhou os seus processos de negócio e incorporou melhores práticas para poder conquistar uma parcela maior do vibrante mercado do Leste Europeu.







    Entre em contato e emocione alguém—on line
    As pessoas antigamente entravam em contato por telefone. Agora, estão se utilizando de redes de relacionamento – tipo Facebook e Twitter – causando uma redução dramática nos serviços prestados pelas empresas de telecomunicação. Mas existem novas oportunidades. Leia o recente relatório The Changing Face of Communications [A Nova Face das Comunicações] (US).

    Fonte: IBM DO BRASIL http://www.ibm.com/smarterplanet/br/pt/communication_technology/ideas/index.html