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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Como o Facebook ganha dinheiro?


Conheça os meios lucrativos utilizados pelo site que, mesmo com publicidade e lojas, não perde o foco na interação social.


Você assistiu ao filme “A Rede Social”? Um dos pontos defendidos pelo criador do Facebook e protagonista do longa-metragem, Mark Zuckerberg, é de que a publicidade intensa  estragaria seu site. Por muito tempo, antes de a empresa adquirir um tamanho inimaginável na internet, a página conseguiu certa liberdade, mas isso não poderia continuar para sempre.
E apesar de ir contra a ideologia inicial de Zuckerberg, investir nessa área mostrou-se um ótimo negócio. A empresa eMarketer divulgou recentemente os assustadores ganhos da rede social com publicidade: US$ 2,19 bilhões só nos Estados Unidos, enquanto no mundo inteiro esse valor passa de US$ 4 bilhões. A expectativa futura da empresa é igualar esses valores, tudo sem parar de investir.

O começo das campanhas no Facebook foi essencialmente com anúncios de empresas e iniciativas de pequeno porte, mas agora elas representam apenas 60% desses espaços no site e tendem a perder ainda mais espaço para grandes marcas. Com o tempo, outras formas de lucrar foram surgindo, tão eficientes quanto a publicidade.
Mas como um sistema tão simples e pouco notável movimenta esse caminhão de dinheiro? É o que o Tecmundo explica a seguir.

Olha o que ele fez!

A maior especialidade do Facebook não é a propaganda de si mesmo, mas inserir anúncios de empresas interessadas em exibir sua marca na rede social, que já é líder de mercado em quase todos os países globo quando o assunto é site de relacionamentos. Apesar de parecer simples (e é!), esse sistema possui algumas divisões.

Crie você mesmo

Grande parte desses anúncios está na coluna localizada no canto direito da página, acima de itens como a lista de amigos. Você quase não presta atenção naquele pequeno quadrado em meio a tanta informação, mas ele está sempre lá.

É um local de visibilidade, combinado com a sutileza dos curtos anúncios e uma estratégia menos agressiva para chamar os usuários. Muitas vezes, a campanha ainda está acompanhada de uma página de fãs criada por um contato seu, tornando-a ainda menos chamativa.

Mas o que se destaca aqui é a forma de criação: um sistema fácil e padronizado, cheio de personalizações, mas com o cuidado para que ninguém saia com vantagem. É possível selecionar até a região e o público-alvo, para que a publicidade seja a mais direcionada possível.

A rede ainda se preocupa com o andamento da campanha: caso o usuário opte por fechar o anúncio, uma enquete é exibida para descobrir o motivo do clique.

O custo também não é definido: você pode ver valores recomendados pela empresa, tendo como base o valor pago por outras companhias similares de acordo com o número de cliques recebidos ou de impressão (aparecimento nas páginas do site). Esse sistema está disponível para quem está disposto a gastar até US$ 30 mil dólares por mês no Facebook.
Não há declarações oficiais, mas especula-se que a Zynga, responsável pelos jogos mais populares da rede social como FarmVille, CityVille e Mafia Wars, é a empresa que mais gasta com publicidade por lá.

Para peixes grandes

O Facebook também abre espaço para corporações de maior porte. Por renderem uma receita maior, esses anúncios recebem um tratamento especial: hospedagem na rede social e maior possibilidade de integração, como a adição do botão “Curtir” que direciona o usuário para a página de fãs da empresa, um link para assistir a um vídeo ou a chance de responder a uma enquete.


Outro destaque aqui é o Brand Lift, um sistema de recepção de campanhas. Desse modo, o anunciante fica sabendo de forma rápida e completa qual a repercussão do anúncio e que medidas podem ser tomadas para aumentar a receptividade – normalmente, a solução é anunciar mais no Facebook, claro.
Mas a barra lateral não é a única forma de parceria. A Microsoft, por exemplo, foi além: estabeleceu laços entre os usuários do Facebook e o sistema de buscas Bing. Quem está online na rede social recebe pesquisas alteradas, de acordo com resultados encontrados entre seus contatos e páginas de fãs. Além da integração, há pagamentos da empresa de informática cujos valores não foram divulgados.

Curtindo as compras

O Facebook não vive apenas de mostrar o trabalho dos outros. Algumas formas de comércio próprio também fazem sucesso na rede social de Zuckerberg.

Quase uma loja de departamentos

Estratégia antiga da empresa que já foi descontinuada, a loja de presentes era lucrativa, apesar da simplicidade. Por meio de pagamentos em pequenas quantias, era possível comprar acessórios, desenhos e objetos virtuais para presentear seus contatos.


Como toda grande empresa, sacrifícios foram feitos e a loja foi fechada para dar espaço a outros projetos. Ainda hoje, entretanto, outros aplicativos tomam vantagem da fórmula para obrigar o usuário a gastar cada vez mais com a rede social.

O caso mais famoso é o dos joguinhos: através dos chamados Créditos do Facebook (uma espécie de moeda virtual), é possível obter itens especiais e até modos de jogo que não estão disponíveis para todos os usuários.

Apesar das desenvolvedoras de aplicativos não pertencerem à empresa em si, o Facebook lucra com a utilização do seu sistema de moeda corrente e pagamentos via cartão de crédito.

Mais um na área

Além das redes sociais, os sites de compras coletivas também estão em moda. Esperto, o Facebook juntou ambos os serviços: desde abril, começou a ofertar descontos em compras, assim como empresas como PeixeUrbano e o Groupon.
Inicialmente, apenas algumas cidades nos Estados Unidos podem desfrutar dele, mas os usuários devem esperar evoluções em breve, caso o projeto seja bem-sucedido nos primeiros alvos.

É mesmo a alma do negócio

Não adianta fugir do clichê: afinal, de que outra forma essas páginas da internet poderiam arrecadar tanto dinheiro para sobreviver e ainda obter lucro, se não fosse pela publicidade? O caso é ainda mais especial nas redes sociais, que são ótimos outdoors virtuais, independentemente de sua função: microblog, relacionamentos, fotos e outros.
O Facebook está percorrendo um caminho brilhante: com anúncios simples e eficientes, consegue um alto valor, capaz de pagar seus gastos e ainda gerar lucros para a empresa sem incomodar o usuário. Sua ambição é agressiva, mas a publicidade é respeitosa.
Por ser uma empresa imprevisível, fica difícil chutar qual o próximo passo na área da propaganda. Talvez uma remuneração de acordo com as marcações de fotos com página de fãs, implantado recentemente? Só o tempo – e Mark Zuckerberg – são capazes de nos responder.


Steve Jobs planejava revolucionar televisão e livros


Biógrafo de Jobs afirma que pouco antes de morrer, o ex-CEO da Apple revelou algumas intenções para o futuro da empresa.


Em entrevista ao New York Times, Walter Isaacson revelou algumas novidades sobre a escrita do livro que fez sobre Steve Jobs. Na biografia, ele não contou alguns dos detalhes revelados por Jobs no leito de morte, mas agora deixou escapar que o ex-CEO da Apple planejava novos produtos para serem lançados nos próximos anos.
Entre os principais planos de Jobs estavam um novo modelo de televisão (ainda mais revolucionário do que a Apple TV) e uma diferente forma de entender as fotografias e os livros. Isaacson disse que não pode revelar mais detalhes dos produtos, por respeito à empresa que atualmente é comandada por Tim Cook.


Steve Jobs planejou acabar com as operadoras de telefonia


Antes do lançamento do primeiro iPhone, Jobs tentou criar uma rede própria para acabar com o domínio das operadoras.


Hoje, para utilizar um iPhone (ou qualquer outro aparelho) é necessário possuir contrato com alguma operadora de telefonia celular. Mas se Steve Jobs tivesse conseguido colocar em prática seus planos de criar uma rede própria, essa história seria bem diferente. Entre 2005 e 2007, Jobs estudou formas de utilizar redes Wi-Fi para criar uma operadora sintética, independente das redes de telefonia. As informações foram obtidas pelo PC World, que entrou em contato com John Stanton, um dos maiores nomes da indústria de redes sem fio.
Segundo a entrevista, o funcionamento desta rede seria algo parecido com o VoIP, mas totalmente móvel. Com isso, o ex-CEO da Apple acabaria gerando alguns prejuízos para as principais operadoras do mundo. Sem perspectiva de conseguir bons resultados, Jobs abandonou o projeto e lançou o iPhone em conjunto com as empresas de telefonia. Vale lembrar que recentemente, a Apple fechou um acordo de 15,5 bilhões de dólares com a Sprint.