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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Gartner lista dez tendências tecnológicas para 2012

Entre elas, a empresa de consultoria classifica a mobilidade em primeiro lugar. Fazem parte também as tecnologias contextuais, as in-memory, BI e análise de dados.


Dez áreas tecnológicas merecem a atenção das empresas hoje e no próximo ano, segundo estudo recém-divulgado pelo Gartner. Entre elas, o instituto de pesquisas classifica a mobilidade em primeiro lugar, por forçar as empresas a prepararem o seu software de modo a disponibilizarem acesso às aplicações de todas as formas possíveis e promover a consumerização das TICs ou a abordagem “Bring Your own Device” (BYOD) ou “Bring Your own Technology” (BYOT).
Não por acaso, a segunda maior preocupação para a estratégica dos CIOs centra-se nas aplicações e interfaces e sua adaptação ao novo ambiente de mobilidade. O Gartner observa que os parâmetros válidos há 20 anos (baseados em janelas, menus e ícones) devem ser substituídos por tecnologias com enfoque na mobilidade, que incluem sistemas de interação por toque, por vídeo ou por voz, priorizando novos padrões como o HTML5.
A experiência do usuário de redes sociais e as tecnologias contextuais também serão um ponto extremamente importante na agenda dos líderes de TI para o ano de 2012, na lista da consultoria, junto com a chamada Internet das Coisas, que ocupa a quarta posição na lista. Nesse sentido, as tecnologias de comunicação em proximidade ou Near Field Communication (NFC), para pagamentos móveis, começará a ter projetos concretos.
Também relacionada com a mobilidade, está a quinta tendência a ser considerada pelos CIOs no próximo ano: as lojas on-line de aplicações. A App Store e o Android Market, em conjunto, deverão distribuir cerca de 70 mil milhões de aplicações móveis até 2014. Da perspectiva do ambiente corporativo, isso significa passar de um planejamento mais centralizado para uma abordagem na qual é necessário ter em conta um mercado onde existem vários fornecedores e aplicações. Assim as empresas terão de avaliar melhor os riscos e o valor que cada uma traz para a organização como um todo.
BI e análise de dados
Muitas empresas já usam plataformas de Business Intelligence e soluções de análise de dados. Mas na verdade, diversos estudos têm mostrado que nem todas conseguem extrair o máximo de benefícios a partir delas. Por isso, existe ainda um longo caminho a percorrer nessa área. Considerando a conjuntura econômica, as empresas não podem deixar de investir em soluções capazes de permitir conhecer em profundidade as necessidades e o comportamento dos seus clientes.
Isso permite a cada uma delas responder de acordo com as necessidades de seus clientes, melhorando assim os negócios. Face à contenção nos orçamentos de investimento em TI, as empresas devem procurar extrair o máximo das soluções de BI que já têm. Nesse ponto, o enfoque no Big Data pode ser enganador.
A expressão Big Data ou grandes volumes de dados é usada para reconhecer o crescimento exponencial de dados, a disponibilidade e o uso da informação em ambientes futuros. Esse conceito dá um peso indevido ao volume de informações a ser gerido, segundo o Gartner.
Muitos CIOs focaram-se simplesmente na gestão de grandes volumes de dados, esquecendo-se muitas outras dimensões relacionadas com a gestão da informação. Deixam no ar, assim, muitos desafios a serem abordados mais tarde, muitas vezes com maiores dificuldades. Questões de acesso e classificação de dados não podem ser negligenciadas. Caso contrário, segundo os analistas do Gartner, a empresa se verá obrigada a um novo investimento massivo – em dois ou três anos – para resolver problemas negligenciados quando da implantação de infraestrutura.
Nova fase para o modelo de cloud computing
Completam a lista compilada pelo Gartner as tecnologias in-memory, e os servidores de baixo consumo energético para cloud computing – a tendência mais comentada no mundo das TIC, desde que apareceu há cinco anos.
Apesar de ser um importante fator no setor das TIC, cloud computing ainda não está produzindo os resultados esperados. De acordo com estudo da Symantec, organizações que já investiram em tecnologias de virtualização e em plataformas de cloud, híbridas ou privadas, tendem a seguir um caminho semelhante: evoluir da virtualização de aplicações menos críticas para as mais importantes (como o e-mail e as aplicações de colaboração, de comércio eletrônico e da cadeia de abastecimento, bem como as de planejamento de recursos empresariais e de gestão das relações clientes).
Nesse sentido, mais da metade (59%) pretende virtualizar as aplicações de bases de dados ao longo dos próximos 12 meses. Cerca de 55% pretende virtualizar aplicações Web e 47% consideram virtualizar aplicações de correio electrónico e calendário. Apenas 41% tencionam virtualizar aplicações ERP, segundo o Gartner.
E, à medida que as tecnologias de virtualização e as clouds privadas são cada vez mais adotadas, o custo e o desempenho dos sistemas de armazenamento crescem de importância na hora de escolher um ou outro sistema. Mais da metade dos entrevistados pela Symantec (56%) afirmou que os custos de armazenamento aumentaram com a virtualização de servidores.
Portanto, as três principais razões para a implementação de virtualização de sistemas de armazenamento, incluem redução dos custos operacionais (55%), melhorias de desempenho dos sistemas de armazenamento (54%), e melhorias do potencial de recuperação de desastres (53 %). Embora a tendência seja imparável, a implantação real de cloud computing nem sempre satisfaz os critérios previamente estabelecidos. O estudo observa ainda que os projetos de virtualização de servidores são os mais bem sucedidos.
Normalmente, existe uma diferença média de 4% entre os objetivos propostos e os alcançados. É uma diferença muito menor do que a registada para os sistemas de virtualização de armazenamento, em torno de 33%, com grandes decepções em termos de capacidades de escala, flexibilidade e redução dos custos operacionais.


Gerenciamento de Água Mais Inteligente

Abundante ou insuficiente. O mundo precisa adotar uma maneira mais eficiente de pensar sobre a água

O primeiro projeto dos EUA a abordar a seca severa foca no campo de vinho do norte da Califórnia

O Rio Russo corre para o sul em uma série de curvas acentuadas, drenando cerca de 3.900 quilômetros quadrados do norte da Califórnia. É a fonte primária de água na região e um destino popular para quem navega com caiaques, canoístas e pescadores. Ao longo de suas planícies inundadas, vinícolas produzem chardonays, pinot noirs e outras variedades de vinhos vencedores de prêmios. E como o restante da Califórnia, a bacia está seca após quatro anos de séria estiagem.

Para ajudar no gerenciamento das demandas na infraestrutura de abastecimento de água, a IBM e a Sonoma County Water Agency estão criando um sistema sofisticado que se baseia na informação em tempo real de diversas fontes incluindo provedores de água do varejo, medidores, visualizações geográficas e de mapas do sistema e dados do clima.
O sistema consolida e analisa os dados e os torna disponíveis através de um portal web. Painéis fornecem uma visão coletiva e novos níveis de insight ao estado geral do sistema.
Muitos acreditam que ela seja barata e abundante. Mas, por causa dos nossos atuais sistemas de gerenciamento de água, uma em cada cinco pessoas no planeta não dispõe de acesso adequado a uma água potável, limpa e segura.
Embora o volume total de água no planeta não tenha jamais se alterado, a natureza dessa água está mudando. Desde os lugares onde cai a chuva até a composição química dos oceanos, tudo está em fase de mudança. E essas mudanças estão nos forçando a fazer algumas perguntas difíceis sobre como e onde nós vivemos e trabalhamos.
A Terra tem um sistema de autorregulagem da água que é quase perfeito. Todos nos lembramos das lições recebidas na escola: a água dos oceanos evapora e forma as nuvens. Essas nuvens deslocam-se sobre os continentes e produzem a chuva. A água da chuva corre para os lagos, rios ou para os aquíferos. A água dos lagos, rios e aquíferos então evapora e volta para a atmosfera ou flui para os oceanos, completando o ciclo.
Mas a humanidade atrapalhou esses planos.
Toda vez que interagimos com a água, nós a transformamos, mudamos sua direção ou alteramos o seu estado.
Muito embora ela seja em si um recurso mundial, nós a tratamos como se fosse um assunto regional. Não há um mercado global para ela, e há pouca comercialização internacional. “Água diz respeito a quantidade, qualidade, espaço e tempo”, diz Ian Cluckie, professor de Hidrologia e Gerenciamento da Água na Universidade de Bristol, Inglaterra, no relatório Global Innovation Outlook da IBM sobre gerenciamento da água (US). “Se você tem ou não um grande problema, isso é coisa que depende inteiramente de onde você vive.”

Mas, junto com a inovação, vem a inspiração. Utilizando avanços tecnológicos – redes de sensores sofisticados, medidores inteligentes, computação pesada e análise de dados avançada – nós podemos ser mais inteligentes sobre como gerenciamos a água de nosso planeta. Hoje podemos monitorar, medir e analisar ecossistemas inteiros, desde rios e reservatórios até as bombas e canos em nossas casas. Podemos dar a toda e qualquer pessoa, organização, empresa, comunidade e nação que dependa de um suprimento contínuo de água limpa – ou seja, todos nós – uma visão única, confiável e atualizada do uso que fazem de sua água. Mas esta é apenas uma primeira gota.
Só nos Estados Unidos, existem cerca de 53 mil agências que tratam do tema água. Mas não há coordenação entre essas agências, apesar do fato de que todas elas estão administrando um recurso compartilhado. Não há compartilhamento de dados, o que seria necessário para formar uma visão holística de toda uma bacia hidrográfica ou ecossistema de água.
Por meio de uma combinação de tecnologia de coleta de informações e ferramentas analíticas, o gerenciamento global da água pode ser totalmente reformado ou, na verdade, recriado. Os esforços da IBM nessa área têm por objetivo preservar e proteger os recursos de água doce para beber, tomar banho, produzir energia elétrica e alimentos, fabricar equipamentos industriais e irrigar as plantações.
Novas maneiras de tornar a água mais inteligente
Uma gota para beber: uma revolucionária pesquisa da IBM sobre purificação e dessalinização pode garantir água pura para mais pessoas no mundo. Assista ao vídeo (em inglês).
Saia para pescar: sensores avançados e análise de dados em tempo real estão tornando mais inteligente a baía de Galway, na Irlanda. Assista ao vídeo (em inglês).

Outros esforços da IBM estão, da mesma forma, voltados para a preservação e proteção dos recursos de água doce para beber, tomar banho, produzir energia elétrica e alimentos, fabricar equipamentos industriais e irrigar as plantações. 
Em Nova York, por exemplo, o Beacon Institute para Rios e Estuários (US) está trabalhando com a IBM para lançar o REON – Rede de Observação de Rios e Estuários –, que pretende instalar sensores flutuantes ao longo do rio Hudson como parte de um estudo de monitoramento e preservação. O objetivo é tentar saber, em tempo real, como o rio responde a tudo: desde tempestades a secas e até à interação humana.