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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Afinal, como é medido o IBOPE da TV e internet?


O único sistema de medição de audiência no Brasil possui tantos segredos que muitos podem até se perguntar se ele realmente existe.

 

(Fonte da imagem: F5)
Ibope é sinônimo de audiência e, para muita gente, também de mistério. Não foram poucas as vezes em que até as emissoras tentaram, em vão, conhecer a rotina de uma casa monitorada pelos aparelhos do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística. Mas o segredo por trás das medições é bastante simples: um aparelho chamado Peoplemeter.
No Brasil inteiro, o Ibope já instalou aproximadamente 4.000 desses dispositivos, sendo que 750 deles estão na grande São Paulo. Uma das vertentes da Folha, o F5.com, teve a chance de entrar em contato com um desses aparelhos, ao visitar a casa de uma das famílias paulistanas que participam da medição.

Como sua família poderia ser “escolhida”?

 

(Fonte da imagem: MediaWeek)
Visto que são poucos aparelhos para uma grande área de cobertura, o Ibope é bastante criterioso ao buscar um local ideal para implantá-los. A empresa se baseia em dados do IBGE e em uma série de requisitos para encontrar candidatos aptos a receber o Peoplemeter. Após essa triagem, os aprovados são então selecionados aleatoriamente.
Para se ter uma ideia do impacto de um único aparelho, cada ponto em São Paulo equivale a aproximadamente 58 mil residências. Ou seja, efetuar o cálculo do público total é bastante simples, bastando multiplicar os “pontos” no Ibope pelo valor citado. Como exemplo, caso um programa alcance 30 pontos no Ibope em São Paulo, isso significa que aproximadamente 1 milhão e 740 mil pessoas estavam assistindo àquela programação no momento.
Participam da pesquisa indivíduos das mais variadas classes, gêneros e idades. As pessoas envolvidas não recebem nenhuma forma de pagamento por usar o aparelho, embora o Ibope envie “brindes” aos participantes com certa periodicidade. A presença de cada família também não é vitalícia, já que os aparelhos ficam em um mesmo local por quatro anos, para então serem movidos para outra locação.

Mas afinal, como o Peoplemeter funciona?

Todo o manuseio do aparelho pode ser feito pelo controle remoto, com interação direta de quem estiver assistindo. Ao ligar a TV, o participante é convidado a informar ao aparelho os seguintes dados:
  • Qual membro da família ele é, numericamente, dentro de um cadastro previamente feito;
  • Quantas pessoas estão assistindo a televisão com ele naquele momento;
  • Gênero de todos os presentes;
  • Faixa etária das pessoas.
Depois desse “cadastro” inicial, a televisão passa a ser monitorada e o aparelho grava qual o canal e o tempo de audiência para cada um deles.

 (Fonte da imagem: F5)
Na grande São Paulo, os aparelhos enviam os dados por meio de um sinal de rádio, o que possibilita um monitoramento em tempo real. Contudo, em outros locais, os dados são enviados uma vez por dia e computados na data posterior.

E por que o Ibope é importante?

A publicidade na televisão e em todos os meios de comunicações é parte imprescindível do nosso dia a dia e foco de grande investimento por parte de qualquer empresa que queira se destacar. Porém, é importante atingir o público correto, o que torna os dados levantados pelo Ibope imprescindíveis nessa área.
 

(Fonte da imagem: F5)
De acordo com a própria Folha, em 2011 a publicidade movimentou cerca de 20 bilhões de reais, sendo 63% desse valor gasto somente em televisão. Portanto, é importante saber qual a melhor hora e maneira de investir o dinheiro, visando atingir com exatidão o mercado consumidor de determinado produto.
Os resultados das pesquisas também influenciam diretamente nos programas que ficam no ar e naqueles que são cortados. Programas com uma baixa pontuação no Ibope logicamente possuem um risco muito maior de serem cancelados.

O que muda com a TV digital?

Hoje o próprio Ibope admite que os resultados já não são mais tão fiéis. Com a popularização da TV digital e do acesso móvel aos canais, o Peoplemeter não consegue mais monitorar todas as maneiras existentes com que uma pessoa pode interagir com a televisão.
Para contornar o problema, o instituto já está trabalhando ativamente em um novo aparelho para coletar os dados. Baseado em um software para celular, logo será possível monitorar inclusive os DVDs que você assiste ou os vídeos que são acessados no YouTube.
Mais informações sobre a nova tecnologia podem ser vistas neste vídeo, produzido pelo Olhar Digital.

Mas o Ibope é confiável?

Essa é a principal questão levantada quando o assunto é audiência. Existem diversos fatores que dificultam a credibilidade do Ibope e que servem como alento àqueles canais que recebem pontuações mais baixas.
 

(Fonte da imagem: Afazenda.net)
Por ser estritamente manual, não existe como prever uma margem de erro para o aparelho. É perfeitamente possível que uma pessoa simplesmente esqueça-se de ativá-lo quando for assistir a TV, ou então preencha o acesso com dados imprecisos. Considerando que, novamente, em São Paulo, um aparelho equivale a 58 mil residências, um único descuido já é suficiente para gerar um grande impacto no resultado final.
Além disso, o monopólio na medição de audiência do Ibope facilita as críticas de que a empresa pode tentar beneficiar algum canal em troca de interesses próprios. Isso também acontece com o acordo de confidencialidade, assinado pelas famílias ao aceitarem participar do processo, que faz com que ninguém tenha efetivamente “visto” todos esses aparelhos em ação.
A empresa multinacional Nielsen, responsável pela coleta de dados nos Estados Unidos e em outros países, já tentou entrar no mercado brasileiro para concorrer com o Ibope, mas até então sem sucesso.
É visível que o sistema do Ibope ainda é muito suscetível a erros. Manipulações, má fé, enganos, despreparo e excesso de confidencialidade são apenas alguns dos itens que podem levar a diversos erros graves ao fim das pesquisas. Porém, independente disso, é inegável que os valores registrados trazem um profundo impacto na vida comercial e televisiva brasileira. Mas e você, leitor do Tecmundo, acredita que o Ibope realmente reflete a opinião nacional?


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/televisao/18855-afinal-como-e-medido-o-ibope-da-tv-e-internet-.htm#ixzz1lFQM2NMn

Saiba como fazer Facebook


A presença nas redes sociais, mais do que uma forma de “rever” velhos amigos, é uma forma de manter contato com familiares distantes, divertir-se e manter-se informado sobre os acontecimentos que mexem com a vida das pessoas. Além disso, é uma excelente oportunidade de se expressar, opinar, participar do assunto do momento ou apenas dar boas risadas e passar o tempo nos jogos on-line. Exatamente por isso, as redes sociais vêm seduzindo multidões e o Facebook é a febre do momento, especialmente no Brasil, já que o número de adeptos no país cresceu 298% em 2011. O termo “Fazer Facebook” foi o mais procurado no Google na lista do “como fazer”, segundo o Google Zeitgeist.
(Série “Como fazer”: o G1 publica neste início de ano artigos e reportagens sobre os temas mais buscados em 2011 para o termo “como fazer”, listados pelo Google Zeitgeist.)
Claro que muitas pessoas ainda têm receio de se expor ou ficam de fora da rede por não saber como dar os primeiros passos. Pensando nisso, a coluna Tira-dúvidas de hoje vai mostrar os caminhos para aqueles que ainda não estão no Facebook criarem um perfil na rede, além de mostrar alguns recursos básicos para quem quer tirar o melhor proveito da ferramenta.
Primeiro passo – criando um perfil: bem vindo ao Facebook
Acesse o endereço http://www.facebook.com. Na página, é possível criar o perfil ou acessar uma conta já existente. A imagem abaixo mostra uma conta  sendo criada. Para isso, é preciso informar o nome completo, uma conta de e-mail, sexo, data de nascimento e clicar em ‘Cadastre-se’. Após a confirmação das informações básicas da conta de usuário, é possível preencher o restante das informações do perfil usando o assistente do próprio site.
Cadastro Facebook

Página de cadastro sendo preenchida para criar um perfil na rede social (Foto: Reprodução)

Segundo passo – configurações pessoais: mostre ao mundo quem você é
Pagina Inicial Facebook

Perfil no Facebook sendo acessado pela primeira vez (Foto: Reprodução)
Agora que você já inaugurou o seu perfil novinho em folha, é hora de falar sobre suas preferências. O Facebook mostra quem você é, onde mora, o que gosta de ler, músicas, filmes, os locais onde estudou e uma série de outras informações pessoais.
Para acessar as opções, clique no menu “Nome do usuário> Editar perfil”. Você pode preencher essas informações aos poucos, já que são muitas as opções a preencher. Elas darão oportunidade aos seus amigos na rede para conhecer um pouco mais sobre você.
Uma dica especial para os ciumentos, já que o Facebook tem sido apontado como uma das principais causas em 20% dos divórcios: configure o status de relacionamento. Você pode acrescentar ao seu perfil que você está comprometido com alguém. Assim que você adiciona o nome do amado (a), a pessoa precisará aceitar. O Facebook permite vários níveis de “comprometimento”. Depois de adicionar pessoas (o que veremos no quarto passo), você também poderá definir quem são os membros de sua família. Preenchendo os parentescos, você pode adicionar fulano ou beltrano como filho, irmão, cunhado etc. As pessoas indicadas terão que aceitar.
Outra boa prática é adicionar uma url personalizada. Esse recurso permite que você, além de ter um nome na rede, tenha um endereço correto. Lembre-se: qualquer página na internet, para ser localizada, tem um endereço, chamado de url. Se você não fizer configuração alguma, o Facebook irá gerar uma url extensa, de difícil memorização. Para configurar uma url personalizada, clique em “Página inicial> Configurações da conta>Nome do usuário>Editar” e digite o nome que deseja que apareça.
Nome Usuário Facebook

Personalizando o nome do usuário (Foto: Reprodução)
Finalizado o processo, você terá um endereço no Facebook, que ficará assim:facebook.com/seunome

Terceiro passo – segurança e privacidade: compartilhe, mas se proteja
Um dos grandes motivos de muitas pessoas optarem por ficar fora do Facebook é o medo da exposição excessiva de suas informações pessoais. Vale lembrar que algumas regras de segurança são básicas e servem tanto para os ambientes on-line quanto para os ambientes reais. Por exemplo: se você não fornece seu endereço e telefone para estranhos, também não deverá disponibilizá-los no Facebook.
Embora seja possível fazer configurações para manter certas informações sob sigilo, como veremos a seguir, evite fornecer informações que possam comprometer a sua segurança ou de sua família. Feito isso, é hora de configurar o nível de privacidade. Ou seja, o local que você define quem poderá saber mais sobre você.
O Facebook permite basicamente três opções de privacidade: público, amigos e personalizada. Na primeira opção, qualquer pessoa poderá acessar tudo que você publicar na rede. Na segunda, apenas amigos (pessoas que você adicionou ou aceitou) poderão ver seus dados.
Privacidade Facebook

Definindo os níveis de privacidade do perfil (Foto: Reprodução)
Por fim, a terceira, personalizada, irá definir níveis de privacidade diferentes para cada tipo de função. O próprio site oferece explicações sobre cada uma delas e você pode definir o que é mais interessante para o seu perfil de usuário. Ao fazer publicações, você também poderá  definir quem terá acesso a elas. Vamos ver isso mais adiante, no quinto passo.

Quarto passo – redes sociais são redes de pessoas: conecte-se e organize-se
Bem, se você já adicionou uma ou duas pessoas, você verá que o próprio Facebook irá se encarregar de sugerir-lhe amigos. Essas sugestões também vêm das suas configurações pessoais, como lugares onde estudou, sobrenome, parentescos, entre outros. Assim, você verá na terceira coluna à direita da sua tela uma lista organizada pela rede social, perguntando se você conhece tais pessoas. Vale ressaltar que  o Facebook tem uma política forte contra fraudes e, às vezes, coloca “de castigo” quem adiciona muitas pessoas de uma vez só. Isso serve para evitar que pessoas mal-intencionadas se aproveitem da rede para criar perfis falsos. Uma boa prática é adicionar só pessoas que você realmente conheça ou com quem tenha alguma ligação. Afinal, a maioria das pessoas não quer curiosos xeretando informações pessoais.
Você também pode procurar pessoas, digitando o nome delas na barra de buscas. Assim que localizar quem está procurando, basta clicar no nome da pessoa e clicar em adicionar aos amigos.

Quinto passo – relacione-se: interaja sem medo de errar
Agora que você já fez boa parte das configurações, está na hora de dizer ao mundo o que pensa. Você pode publicar fotos, compartilhar links da web que você achou interessantes, comentar ou curtir as publicações de amigos. Essa atualização é chamada de status e fica no topo da timeline.
Aqui você novamente se depara com uma série de opções antes de apertar em publicar. Se você está preocupado com quais pessoas irão ver o que você está escrevendo, aqui você tem uma ferramenta poderosa, já que é possível definir se a publicação será pública (qualquer um poderá vê-la), apenas para amigo, para amigos de amigos e até mesmo publicações para listas específicas. As listas de amigos permitem que você agrupe as pessoas conforme desejar. Assim como na vida real, no Facebook você terá grupos de amigos, como: familiares, colegas de aula, colegas de trabalho, o pessoal do clube etc. O Facebook cria algumas listas automaticamente, mas você pode personalizá-las, clicando no meu posicionado no lado esquerdo em “listas>mais>Criar lista”. Feito isso, você pode adicionar os amigos a essa lista.
Listas Facebook

Criando lista personalizada de amigos (Foto: Reprodução)
Outro recurso interessante são as mensagens fechadas. Elas funcionam basicamente como um e-mail. Para enviar uma mensagem privada, você deve acessar o ícone de mensagens, que fica no menu posicionado no lado esquerdo da página do Facebook.

Sexto passo – a estrutura do Facebook: entenda como as  informações são atualizadas
A essa altura, se você é iniciante no Facebook, pode estar se perguntando como funciona a estrutura das informações na rede social. Novamente, algumas configurações podem tornar a sua experiência com a rede ainda melhor. Vale ir experimentando e explorando cada uma delas.
O mais importante a saber é que na área central são exibidas as principais atualizações de seus amigos e páginas que você curte — lembrando o Tira-dúvidas com o programa que ajuda na criação de páginas. Já na coluna mais à direita você perceberá que são exibidas as atividades de seus amigos. Essa parte é bem mais dinâmica (você notará isso quando tiver muitos amigos), pois exibe todas as ações que eles desempenham, como comentar os status de outros amigos, curtir publicações, iniciar novas amizades etc.
Timeline Facebook

Exibindo o feed de notícias na timeline do Facebook­ (Foto: Reprodução)
Já no canto inferior direito existe um local de chat, no qual você pode conversar instantaneamente com amigos que estejam on-line naquele momento. Caso você não esteja afim de papo, é possível ficar indisponível.

Estes são apenas alguns dos inúmeros recursos que o Facebook oferece e muitos itens ficaram de fora da coluna de hoje. A rede social é bastante rica em personalização e funcionalidades, como os grupos, eventos, criação de álbuns, felicitações de aniversário etc. Mas não há motivo para ficar de fora, já que o Facebook também é muito intuitivo. Com essas dicas básicas você já terá percorrido um bom caminho para tirar o melhor proveito da rede social, seja para se divertir, seja para se informar – ou tudo ao mesmo tempo. E, claro, se você tem alguma dúvida específica, deixe sua pergunta aqui na seção de comentários.