sábado, 10 de março de 2012

Big Data cria grandes oportunidades para profissionais de TI

Cientistas e especialistas de dados Hadoop são muito procurados por empresas de Web e e-varejistas, serviços financeiros, energia, saúde, utilities e mídia.



Novas oportunidades de emprego estão surgindo para profissionais de TI na área do Big Data, termo usado para descrever grandes quantidades de dados que precisam ser analisadas em tempo real para conduzir a tomada de decisão e aumentar a lucratividade.
Um novo cargo - cientista de dados - é um bom exemplo. Ele normalmente tem formação em Ciência da Computação e Matemática, bem como as habilidades analíticas necessárias para encontrar a providencial agulha no palheiro de dados recolhidos pela empresa.
"Um cientista de dados é alguém que é curioso, que analisa os dados para detectar tendências", diz Anjul Bhambhri, vice-presidente de Produtos Big Data da IBM. "É quase como um indivíduo renascentista, que realmente quer aprender e trazer a mudança para uma organização."
Inédita há 18 meses, a carreira de "cientista de dados" explodiu em popularidade como termo de pesquisa Google. O número de buscas atingiu picos 20 vezes maiores do que o normal no último trimestre de 2011 e no primeiro trimestre de 2012. É o termo de busca mais popular entre os de alta tecnologia em cidades como São Francisco, Washington e Nova York.
Entre as empresas norte-americanas que procuram contratar cientistas de dados estão a PayPal, a Amazon e a HP. Na verdade, o termo "cientista de dados" é mencionado em 195 anúncios de emprego no site Dice.com.
Os departamentos de TI também estão procurando por desenvolvedores e administradores de sistemas que se especializam em ferramentas Hadoop, projetada para uso intensivo de dados e aplicações distribuídas e utilizadas por sites populares como o Yahoo, Facebook, LinkedIn e eBay.
Hadoop é mencionada na maior parte dos anúncios de empregos na Dice.com. Entre as empresas que buscam contratar engenheiros de software e desenvolvedores Hadoop estão AT&T Interactive, Sears, PayPal, AOL e Deloitte.
Hadoop "é uma habilidade emergente", diz Alice Hill, diretor da Dice.com. "As empresas precisam para gerenciar operações em grande escala, e toda a ideia do Hadoop é que você pode fazer isso com baixo custo. Isso funciona muito bem com o que estamos vendo em movimento para a nuvem."
Colina vê oportunidades relacionadas com Hadoop para estagiários e até profissionais experientes, tanto na área de hardware como de software. "Há tantas direções", diz Hill. "É um solo muito fértil para profissionais de TI experientes, mas também para as pessoas saindo com graus de ciência da computação. É uma grande área para se especializar".
"E o povo de hardware precisa descobrir como trabalhar com diferentes ambientes. Não é apenas sobre a compra de um banco de dados e acessos ao disco rígido. Agora, os bancos de dados estão ligados a múltiplos servidores e múltiplos discos rígidos", disse Hill diz. Hadoop "é barato, mas exige alguém que realmente saiba como escalar hardware."
Segundo Hill, Hadoop é também uma boa habilidade para profissionais de TI com experiência em gerenciamento de banco de dados relacional. "Se você realmente entende de estrutura de dados e consultas, vai ter um monte de oportunidades de emprego", acrescenta ela.
De fato, departamentos de TI não só estão contratando pessoas na área de Big Data, como reciclando alguns dos seus empregados, para adicionar análise de dados e Hadoop às habilidades de cada um. A IBM, por exemplo, retreinou 2,4 mil profissionais de TI em grandes Bootcamps dados que detinha para seus clientes e parceiros no ano passado.
Oportunidades de trabalho para cientistas e especialistas de dados Hadoop estão surgindo em todos os setores, desde empresas de Web e e-varejistas, até serviços financeiros, energia, saúde, utilities e mídia.
"Os departamentos de TI realmente têm de expandir suas plataformas de dados e não se restrigirem aos repositórios de dados estruturados", diz Bhambhri. "Eles têm de trazer novas fontes de dados não estruturados para suas plataformas com o objetivo de responder às perguntas que executivos C-level estão pedindo para seus processos decisórios. De uma perspectiva de TI, é muito importante para os profissionais não só para identificar esses dados, como para trabalhar com os seus homólogos de negócios para descobrir que outras fontes de dados precisam ser integrados em suas plataformas."
A IBM tem uma nova iniciativa denominada Big Data University, que visa a formação de estudantes de graduação e pós-graduação na área, expondo-os a Hadoop. Lançado em outubro passado, a Big Data University já atraiu mais de 14 mil estudantes para seus cursos online (são seis, ao todo, relacionadas com Hadoop e Big Data).
"Estamos tentando fazer com que os alunos vejam realmente o potencial do Big Data e que resultados de negócios possam surgir dessas novas fontes de dados", diz Bhambhri. "Estamos bombardeando esses profissionais com estudos de caso nas áreas de saúde, varejo e empresas de telecomunicações. Estamos mostrando a eles o que não era possível antes, e passou a ser agora por causa do trabalho que temos feito com diferentes clientes nesses setores."
Bhambhri está otimista com as perspectivas de carreira para profissionais de TI. "Em todos os setores, há uma grande quantidade de dados que está sendo capturada, por meio de sensores, logs ou das mídias sociais como o Facebook e o Twitter," Bhambhri diz. "Os volumes de dados são enormes. Ma até agora não havia tecnologia disponível para analisar esses dados de forma rápida em uma relação custo-benefício. Era um grande gargalo."


quarta-feira, 7 de março de 2012

Os 5 maiores feitos de Bill Gates

O cofundador da Microsoft coleciona uma série de acertos em áreas como informática, economia e caridade.


Quando o assunto é computador, Bill Gates é uma das primeiras coisas que surgem em nossa cabeça. Mas quando o assunto é o cofundador e a grande figura por trás da ascensão da Microsoft na área dos eletrônicos, aí nem sempre a imagem formada sobre ele é positiva. Por ser normalmente associado à riqueza e a algumas previsões malucas (algumas muito bem colocadas), muitas vezes nos esquecemos de levar em conta a trajetória de sucesso e os acertos na carreira do empresário.
Com um pouco de análise, entretanto, percebemos que William Henry Gates III deve ser levado a sério: afinal, trata-se do homem que ajudou a popularizar o computador pessoal, que criou um dos sistemas operacionais mais práticos e utilizados no mundo e não só ajudou muita gente por aí (incluindo, veja só, Steve Jobs), mas também ganhou muito, muito dinheiro fazendo tudo isso. Conheça abaixo alguns dos principais feitos do empresário:

1. Criar o Windows


Muita gente reclama da tela azul e dos mais variados erros apresentados pelo Windows, mas não se pode negar que o sistema operacional tem qualidades e prestou uma grande ajuda para o mundo da informática.




O Windows 3.1, uma das versões do sistema operacional antes de virar celebridade. (Fonte da imagem: OS History)

Além disso, ele pode nem ter sido o primeiro ou o melhor (já que o Macintosh, da Apple, utilizava recursos gráficos e técnicos bem similares) em sua época de lançamento, em 1985, mas foi o que mais caiu nas graças do consumidor, principalmente a partir do Windows 95. Hoje partindo para a oitava versão, o sistema operacional ganhou bastante autonomia e fama própria ao investir em interfaces como a Aero e a Metro – ou em produtos específicos, como o Microsoft Office.

2. Popularizar o PC


Se você tem um computador com Windows em casa, agradeça a Bill Gates. Afinal, para ele, não bastou criar um grande produto: era preciso fazer com que ele chegasse ao alcance de todos, especialmente quem não era especializado em informática e queria apenas experimentar a nova tecnologia.
A história começa em 1975. Gates, na companhia de Paul Allen, o outro cofundador da Microsoft, negociou um interpretador da linguagem BASIC para o Altair 8800, um dos lançamentos de computadores da época. A partir desse ponto, estava montada a empresa, que continuou programando produtos similares para os mais variados eletrônicos.

Ainda bem que este não era um dos anúncios da empresa... (Fonte da imagem: The Techbox)

Ao contrário da Apple, que não emprestava o sistema operacional para empresas de hardware, a Microsoft fez uma série de parcerias para inserir o Windows no maior número possível de máquinas – e a estratégia deu muito certo. Com isso, o produto era vendido em uma escala muito maior do que seus concorrentes – e sob um preço bem mais reduzido.

3. Ajudar a salvar a Apple



Bill Gates e Steve Jobs tinham uma relação complicada. Não eram grandes amigos, e volta e meia trocavam algumas declarações nada amigáveis, mas precisavam trabalhar juntos em alguns momentos.

Você consegue imaginar ambas as empresas como parceiras? Por muito tempo, o Mac recebeu vários aplicativos produzidos pela Microsoft, como versões de editores de texto e planilhas, além de vários outros produtos que pouparam muito tempo de programação da equipe da Apple.


Assista o Video: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=WxOp5mBY9IY


Mas a ajuda principal veio em 1997: em uma conferência, Jobs anunciou uma parceria para o uso conjunto de patentes, a adoção do Internet Explorer no Mac e a compra de aproximadamente US$ 150 milhões (valor da época) em ações da Apple pela Microsoft, feito recebido com algumas vaias pelo público, mas que ajudou a tirar a empresa do vermelho.
É aqui que está a ironia: como a Maçã mergulhou em uma profunda crise financeira e criativa no começo da década de 1990 (quando Jobs ainda estava afastado da empresa), se não fosse por Bill Gates, produtos como o iPod e o iPhone poderiam nem existir.

4. Saber ganhar dinheiro


Não adianta: é impossível não relacionar Bill Gates com sua capacidade de gerar e acumular riquezas. Mais do que um geek, um empresário. No comando da Microsoft, ele transformou a empresa em um dos maiores polos da informática, desbancando em riqueza e popularidade outras empresas fortes do Vale do Silício nas décadas de 1980 e 1990, como a Apple, a HP e a IBM.
De acordo com a Forbes, ele é a quinta pessoa mais poderosa do mundo (atrás de quatro líderes políticos), a mais rica dos Estados Unidos (com patrimônio de pouco mais de R$ 100 bilhões) e o segundo colocado no ranking mundial (perdendo para o mexicano Carlos Slim), do qual Gates faz parte desde 1995.


O sorriso é justificável: são mais de R$ 100 bilhões na conta bancária. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

E ele está disposto a ensinar o caminho para o sucesso: as entrevistas mais recentes de Gates nem se concentram tanto no mundo da informática, do qual ele está mais afastado após deixar a Microsoft: o negócio agora é dar dicas sobre economia e falar sobre alguns projetos que podem mudar o mundo.

5. Voltar os olhos para a caridade



Acabar com a fome e melhorar o sistema de saúde em países da África são objetivos da fundação. (Fonte da imagem: Bill & Melinda Gates Foundation)

O egoísmo e a ganância são duas características frequentes em quem conquista muito dinheiro ou poder na vida. Com Gates, isso não aconteceu. O empresário fundou em 1994 a Bill & Melinda Gates Foundation, uma instituição filantrópica (porém abastecida com generosas doações privadas e parte da fortuna da família) que incentiva projetos de pesquisa em todo o mundo.

Administrada por ele, a esposa e o investidor Warren Buffett, a fundação possui como foco o combate à pobreza e a melhora nos sistemas de saúde de todo o planeta. Além disso, nos Estados Unidos, o projeto busca um sistema de educação diferenciado para regiões mais pobres. Cerca de R$ 49 bilhões (quase metade de seu patrimônio pessoal) já foram destinados à pesquisa de novas fontes de energia e à produção e distribuição de vacinas contra os mais variados tipos de doença, como a malária.
...

Bill Gates pode não agradar a todos, mas não se deve negar crédito ao ex-chefe da Microsoft por seus acertos como pessoa ou no comando de uma das grandes empresas da área de informática. Afinal, se não fosse por ele, é possível que você não estivesse nem lendo este artigo.



Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/bill-gates/20271-os-5-maiores-feitos-de-bill-gates.htm#ixzz1oSgLTSe1

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Como atrair e reter talentos de TI

Consultores dão quatro dicas que devem ser levadas em consideração pelos departamentos de RH para aumentar a satisfação dos profissionais da área.


Melhorar o salário, oferecer mais flexibilidades e prêmios atraentes são as principais formulas para manter nos quadros de TI talentos certos para atender às necessidades dos negócios da companhia. Porém, no Brasil, onde há escassez de mão de obra qualificada, e em outros mercados como Estados Unidos e países da Europa afetados pela desaceleração da economia, atrair e reter os bons profissionais se tornou um desafio para as empresas do setor.



Geralmente a contratação de novos profissionais parece simples. As companhias precisam oferecer propostas mais atraentes doque eles tinham no antigo emprego. Mas o assunto se torna mais complicado quando se fala de reter os que já fazem parte do time da empresa. Os bons mesmo são assediados constatemente pela concorrência e o seu talento precisa ser blindado.

No Brasil, essa situação vem ocorrendo com mais frequência por conta da aceleração da economia e pelo fato de a demanda por profissionais ser maior que a oferta no mercado. Um estudo recente sobre o mercado de trabalho no setor realizado pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) estima que o País fechou 2011 com déficit de 92 mil especialistas de TI. 

Como o mercado de TI no Brasil vem crescendo mais que 10% ao ano, taxa que é dobro do índice mundial, o levantamento da Brasscom prevê que até 2014 o País precisará capacitar mais 78 mil novos talentos, o que pode aumentar mais ainda o déficit de mão de obra no setor.

A mesma pesquisa aponta ainda que as universidades brasileiras não conseguirão atender nem a metade dessa demanda. Com base no número de estudantes matriculados nos cursos do setor, a entidade prevê que apenas 33 mil jovens se formarão nos próximos três anos, o que demonstra que a iniciativa privada e pública têm um papel fundamental no processo de desenvolvimento dos talentos de TI.

Como a procura por profissionais bons se tornou uma operação de guerra para as companhias do setor, convencer aos atuais colaboradores de que eles pertencem à empresa que trabalha é essencial para retê-los e mantê-los satisfeitos.

A Computerworld dos Estados Unidos elaborou juntamente com especialistas internacionais algumas recomendações que os diretores de recursos humanos devem levar em conta para manter em seus quadros os bons talentos.



1- Salário compatível 

Pagar salário compatível com a função exercida pelo profissional e valorizá-lo é algo essencial para aumentar o seu nível de satisfação. É óbvio que seu empregado ficará tentado a mudar de emprego ao receber proposta mais atraentes. 

As empresas estão competindo pelos bons talentos e criando uma bolha para acabar a insatisfação deles, oferecendo salários às vezes até exorbitante. No Brasil, por exemplo, estudos de consultorias apontam que os salários inflacionaram em 2011 e alguns especialistas alcançaram  taxas de aumento de até 20%, segundo a empresa Robert Half.
Porém, os especialistas advertem que, embora a maioria dos empregados coloque o salário no topo da sua escala de prioridades, muitos somam os redimentos com ganhos de outros benefícios, tais como possibilidade de trabalhar em casa e jornada mais flexível para terem mais qualidade de vida. Alguns estão buscando o equilíbrio entre vida pessoal e profissional para terem mais tempo para a família, lazer e estudos que aprimorem sua carreira.  

2- Flexibilidade e recompensas

Como já mencionado, o salário não é atualmente o único fator para retenção de talentos. Estudos da empresa PeopleBank do Reino Unido, especializada em recutamento de pessoal, iconstata que esse item está entre a quinto e oitava preocupação dos trabalhadores. Ou seja, as empresas devem adotar planos consistentes para gratificar seus empregados. 

Oferecer coisas simples, como acesso aos recursos da infraestrutura para que os colaboradores possam realizar suas tarefas sem esforço ou trabalho em equipe são essenciais para tornar a empresa atraente aos olhos de um talento de TIC. 

A possibilidade de trabalhar em casa está ganhando uma importância maior para os trabalhadores do setor, obrigando as companhias a analisarem essa tendência de acordo com as regulamentações. Recentemente, o Brasil aprovou uma lei que garante aos profissonais remotos os mesmos direitos dos que trabalham nas empresas. 

3- Uso de mídias sociais

Nos últimos anos, mídias sociais como LinkedIn, Facebook e Twitter se tornaram ferramentas importantes para atrair e reter os talentos mais valiosos da organização. Este tipo de rede permite também que a empresa saiba se a cultura organizacional é a mesma da dos seus empregados, bem como detalhes da sua personalidade e habilidades potenciais. 

Além disso, o uso de redes sociais no processo e recrutamento de pessoal mostra o interesse da empresa em inovação e também o quanto ela está disposta a analisar o inconformismo de seus empregados.

4 - Formação e desenvolvimento profissional

Os funcionários estão cada vez mais exigentes. Eles esperam que a empresa tenha um programa de educação continuada que permita melhorar suas habilidades e manter-se atualizados sobre as últimas tendências, já que no mundo de TI as tecnologias mudam muito rapidamente. 

Uma forma de reter talento é oferecer oportunidade para que seus colaboradores não fiquem obsoletos, incentivando o seu desenvolvimento profissional. É importante apoiá-los no aprimoramento de sua carreira. Esse caminho, segundo os especialistas, ajuda a resolver qualquer dissonância que pode evitar males maiores que afetam a condução dos negócios da empresa.

*Da Computerworld Brasil